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Nova terapia reduz drasticamente o tempo de tratamento do linfoma

Chega ao Brasil uma forma inédita de aplicar um dos fármacos mais utilizados no combate a esse tipo de câncer

Por André Biernath - Atualizado em 2 nov 2018, 10h34 - Publicado em 9 abr 2016, 09h00

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, acaba de aprovar uma nova forma de administração do remédio rituximabe, um anticorpo monoclonal da farmacêutica Roche, utilizado no tratamento do linfoma não-Hodgkin. A doença mata mais de 4 mil pessoas todos os anos no Brasil, de acordo com as estatísticas do Instituto Nacional de Câncer.

Até agora, a única maneira de utilizar o medicamento era por meio de infusões intravenosas – um cateter instalado em uma veia libera o fármaco aos poucos. Cada sessão demorava até duas horas e meia. Com a liberação no país, a droga também passa a ser utilizada por meio de injeções subcutâneas, aplicadas na pele. O procedimento dura apenas alguns minutos.

A aprovação foi feita com base em dois estudos, que avaliaram a eficácia e a segurança do método. Parte das pesquisas foi inclusive realizada no Brasil, num grupo de 100 voluntários. Os objetivos do lançamento são diminuir o tempo que o paciente passa no hospital, reduzir fatores de risco e otimizar o tratamento.

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