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Nova pesquisa: ervas não ajudam a emagrecer

Estudo australiano não encontra evidências de que fitoterápicos e suplementos tenham efeitos na balança

Por André Biernath 21 abr 2020, 12h37

Vendidos como soluções práticas e naturais, extratos e produtos feitos com folhas e frutos representam uma esperança para quem deseja perder alguns quilos. Mas uma investigação publicada por cientistas da Universidade de Sydney, na Austrália, joga um balde de água fria nessa história: após analisarem 54 pesquisas já realizadas com mais de 4 mil pessoas, eles concluíram que nenhum fitoterápico reduz as medidas pra valer.

Os mais potentes até conseguiram enxugar 2,5 quilos, mas o valor foi considerado insignificante para a saúde. “É preciso ter cuidado com soluções mágicas. Um tratamento sério e efetivo contra o excesso de peso começa sempre com a orientação de um médico especialista”, diz o endocrinologista Mário Kehdi Carra, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

Não passaram no teste:

• Chá-verde – Camellia sinensis
• Goraka – Garcinia cambogia
• Feijão-branco – Phaseolus vulgaris
• Ma huang – Ephedra sinica
• Manga selvagem – Irvingia gabonensis
• Uva veldt – Cissus quadrangularis
• Gorakhmundi – Sphaeranthus indicus
• Mangostão – Garcinia mangostana
• Regaliz – Glycyrrhiza glabra
• Erva-mate – Ilex paraguariensis

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