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O que os idosos pensam do atendimento na saúde pública

Pesquisadores ouviram 238 pessoas para levantar os principais problemas enfrentados por essa população na rede pública

Por Goretti Tenorio - Atualizado em 26 fev 2020, 12h19 - Publicado em 24 fev 2020, 10h35

Entrevistas feitas em postos de saúde de João Pessoa (PB) revelam: embora muita gente mais velha declare ser tratada com respeito, há bastante insatisfação no que diz repeito à agilidade do atendimento. Os participantes reclamam também da falta de consultas específicas, como geriatria e oftalmologia.

“É bem verdade que há uma cultura de valorizar o especialista em detrimento do clínico geral”, reconhece a enfermeira Juliana Almeida Marques, que assina a pesquisa. “Mas o fato é que muitos idosos não encontram solução para seus problemas e por isso anseiam por outros níveis de atenção”, elucida.

Diante do envelhecimento da população, Juliana acredita que os serviços precisam se adequar quanto antes para acolher esse grupo com qualidade, eficiência e de forma mais humana.

Alguns ajustes necessários para aprimorar o atendimento aos mais velhos

Agilidade: adaptar os ambientes e organizar uma triagem mais eficiente são medidas básicas para evitar filas.

Disponibilidade: deve-se ampliar o acesso a geriatras e profissionais treinados a lidar com as especificidades do idoso.

Otimização: convém adotar políticas para reduzir exames desnecessários, priorizando avaliação e história clínica.

Assistência: faz a diferença ter agentes capacitados para tirar as dúvidas e garantir a continuidade do tratamento.

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