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Doação de leite segue essencial na pandemia

O procedimento garante que bebês internados recebam leite materno e consigam se desenvolver com saúde. E isso vale para qualquer época

Por Thaís Manarini - Atualizado em 2 out 2020, 16h52 - Publicado em 2 out 2020, 13h20

No começo da pandemia do coronavírus, o Banco de Leite Humano (BLH) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), no Rio de Janeiro, registrou uma queda aproximada de 10% nos estoques de leite materno. “Esse momento foi marcado por muito medo”, nota Danielle Aparecida da Silva, coordenadora do programa.

Após avaliar a segurança do processo, e reforçar ainda mais seus protocolos, o BLH passou a tranquilizar as mães. “Não é preciso parar de amamentar nem de doar. As evidências mostram que o vírus não passa para o leite”, resume Danielle.

Ela lembra que há uma série de recomendações para uma doação segura — válidas desde antes da Covid-19 — e que a mulher nem precisa se deslocar para entregar o alimento. “Profissionais de saúde realizam a coleta domiciliar”, conta. Para bebês internados e que não podem ser amamentados, a atitude faz toda a diferença.

 

Ilustrações: Laura Luduvig/SAÚDE é Vital
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