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O repórter André Biernath desenterra o passado e vislumbra o futuro da arte (e da ciência) da Medicina
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Orelhas gigantes vão invadir a cidade de São Paulo

Obras de arte com mais de 1,7 metro serão espalhadas por vários pontos da capital paulista. A proposta é conscientizar o povo sobre problemas de audição

Por André Biernath
10 Maio 2019, 12h18

Escute essa: em 15 anos, 500 milhões de jovens espalhados pelo mundo terão perda auditiva. O principal culpado? O uso excessivo de fones com o som nas alturas. E eles não serão os únicos afetados pelo problema: o crescente envelhecimento da população aumentará pra valer a lista de surdos mundo afora.

“Para piorar, os aparelhos auditivos ainda sofrem com o estigma e muita gente não quer usá-los”, observa o otorrinolaringologista Ricardo Bento, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Foi, aliás, a recusa de um paciente a utilizar esse dispositivo que fez o médico ter uma ideia grandiosa.

“Esse sujeito era publicitário e, depois de muito trabalho, consegui convencê-lo a adotar o aparelho. Passado poucos dias, ele viu como sua vida mudou pra melhor“, relata Bento. Após a conversa, os dois resolveram criar a Ear Parade, a primeira exposição de arte do mundo sobre saúde auditiva.

Com ajuda de parceiros, foram construídos 50 moldes de orelhas bem grandes. Na sequência, artistas plásticos fizeram pinturas e intervenções nas peças. O trabalho pode ser acompanhado de perto no Shopping Frei Caneca, na região central da cidade. O projeto segue o modelo da Cow Parade e da Elephant Parade, que instalaram estátuas de vacas e elefantes, respectivamente, em vários locais do Brasil.

Será a extinção do escutar?

Nos próximos três meses, as obras serão espalhadas por diversos pontos de São Paulo, onde poderão ser apreciadas pelos transeuntes. No finalzinho de agosto, os orelhões serão leiloados e todo o valor arrecadado será convertido em pesquisas sobre audição na FMUSP.

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Além dos projetos artísticos, Ricardo Bento foi convidado recentemente a integrar um comitê da Organização Mundial da Saúde para elaborar um plano de ação capaz de conter essa “epidemia” de surdez. “A primeira reunião, que contará com a presença de especialistas do mundo todo, ocorrerá agora no meio do ano”, comenta.

Enquanto as orientações internacionais não ficam prontas, podemos seguir algumas recomendações básicas para resguardar o ouvido. O mais essencial de tudo é se proteger contra o barulho.

Se você curte ouvir uma música ou um podcast, não exagere no volume. Evite ambientes muito turbulentos e com ruídos constantes. Por fim, consulte periodicamente um otorrino para que ele faça uma avaliação.

Se você for de São Paulo ou estiver de passagem pela pauliceia desvairada, agora terá uma ajuda extra para lembrar dessas dicas: os orelhões coloridos destacarão importância de cuidar de nossas queridas orelhinhas.

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