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Prescrição médica eletrônica: como isso pode melhorar minha saúde?

As receitas ilegíveis de alguns médicos são só um dos obstáculos da prescrição. Mas a tecnologia pode ajudar nesse sentido, segundo nosso colunista da vez

Por Ricardo Moraes, CEO da Memed*
1 ago 2019, 18h02

Carimbo, número do CRM, nome do médico e o perfeito entendimento dos medicamentos que iremos usar em nosso tratamento. Esse seria o cenário ideal quando recebemos uma receita médica. Mas a realidade é que, da prescrição ao fim do tratamento, passando pela compra dos remédios, frequentemente enfrentamos obstáculos que podem prejudicar a saúde. A boa notícia é que, hoje, já existem recursos de prescrição eletrônica capazes de ultrapassá-los!

Porém, antes de falar da solução, vamos abordar o problema. Quem nunca foi ao médico e saiu do consultório com uma receita ilegível? Muitas vezes, o próprio farmacêutico tem dificuldades de entender o que está escrito. Estima-se que 68% dos erros relacionados à medicação ocorrem pela incompreensão da grafia no receituário. Esse dado é da KLAS, empresa de pesquisas britânica voltada à área da saúde e tecnologia.

Além disso, outras estatísticas mostram que 39% dos erros médicos associados aos fármacos ocorrem no momento da prescrição. O problema pode ser tão grave quanto as preocupantes infecções hospitalares. Sim, é uma situação mais séria do que muitos pensam.

E quando já estamos com o medicamento em mãos, mas ainda temos dúvidas sobre como usá-lo? Entender quando, como e qual a dosagem deve ser ingerida é fundamental. Assim como saber se há algum risco de reação alérgica ou de interação medicamentosa com outro comprimido ou com bebidas alcoólicas.

Eu poderia dar muitos exemplos de erros perigosos relacionados à falta de compreensão da prescrição, que podem evoluir inclusive para a morte. Mas a questão é: como solucionar ou ao menos minimizar esse problema?

Tecnologia a favor do receituário

Segundo uma pesquisa interna da APM (Associação Paulista de Medicina), 82,65% dos médicos do estado de São Paulo já utilizam algum tipo de tecnologia para otimizar as consultas. E, do ponto de vista do paciente, basta olhar em nossa volta. Não vamos a lugar nenhum sem nosso celular.

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Nesse cenário, a tal prescrição médica eletrônica se encaixa quase naturalmente. Aliás, ela já existe e é a forma mais segura para solucionar o problema das receitas, tanto para o paciente quanto para o médico.

Os benefícios são inúmeros e vão além da questão da ilegibilidade das receitas. Se fosse assim, bastaria digitar em um computador, e, em seguida, imprimir a receita. Mas e se danificarmos o papel ou perdermos a receita antes do fim do tratamento?

Existem hoje soluções, sem custos para os médicos e os pacientes, que agregam também maior inteligência ao processo. Elas oferecem aos profissionais milhares de informações de extrema importância no momento em que estão prescrevendo.

Por exemplo: ficam disponíveis para o profissional referências de medicamentos que se aplicam a cada caso clínico, composição, posologias e até o histórico das prescrições anteriores. Tudo isso ajuda a aumentar a segurança e reduzir enormemente o risco de erros.

Outro ponto legal é que, ao final da consulta, o médico pode enviar a você um link com uma versão digital da receita, via SMS. Ou seja, o conteúdo dessa prescrição pode ser acessado diretamente no celular, o que facilita a nossa vida, pois podemos pesquisar a farmácia mais próxima, comparar os preços nas drogarias online, comprar e receber o medicamento em casa…. Sem falar que, em caso de dúvidas, é possível obter informações sobre o remédio, o porquê está sendo ministrado, agendar exames nos laboratórios e enviar os resultados diretamente ao médico.

Tem também outro fator positivo: um levantamento do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, realizado com 2 126 pessoas em 129 cidades de todas as regiões do Brasil, mostrou que sete em cada dez desejam a receita eletrônica. Além disso, 75% dos entrevistados acreditam na necessidade de implantação dessa tecnologia para evitar erros de interpretação da grafia dos médicos.

Porém, a adoção da prescrição eletrônica ainda é incipiente em nosso país. No momento, ela está sendo regulamentada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF).

A maneira como a receita de medicamento é gerada pode impactar, tanto negativa como positivamente. E, com certeza, a prescrição médica eletrônica e as ferramentas tecnológicas podem acrescentar inteligência a esse processo e melhorar os cuidados com a nossa saúde.

*Graduado em marketing e psicologia, Ricardo Moraes é CEO da Memed, empresa pioneira na plataforma de prescrição médica digital no Brasil e que dispõe de uma solução gratuita para médicos

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