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O impacto da internet das coisas médicas no home care

Cuidado respiratório é um dos que mais se beneficiam da evolução tecnológica

Por João Paulo Silveira, fisioterapeuta cardiorrespiratório*
Atualizado em 4 set 2023, 09h28 - Publicado em 4 set 2023, 09h21

A rápida evolução das tecnologias tem tido um impacto transformador em várias esferas da sociedade.

Um dos desenvolvimentos mais notáveis é na medicina, especialmente no campo emergente da internet of medical things (IoMT), ou internet das coisas médicas. A internet das coisas é um termo que engloba a interconexão entre objetos, capazes de trocar informações entre si.

A IoMT tem revolucionado a forma como tratamos e monitoramos doenças crônicas, como as respiratórias, em especial quando falamos do cuidado domiciliar.

Em 2022, apresentei um estudo no congresso da European Respiratory Society (ERS), que trouxe à tona um marco nessa jornada, demonstrando a eficácia do telemonitoramento baseado na IoMT para a melhoria de pacientes que necessitam de ventilação mecânica.

O projeto foi executado ao longo de um ano, com 110 pacientes participantes, sendo 75% deles em uso de ventilação mecânica invasiva (intubados) e 25% utilizando interfaces oronasais.

A análise considerou uma ampla gama de enfermidades, incluindo patologias neurológicas, neuromusculares e pulmonares.

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Como fundamento, o estudo traz a capacidade da internet das coisas médicas de conectar os aparelhos de ventilação mecânica a profissionais de saúde remotamente, permitindo um monitoramento contínuo e em tempo real, e intervenções precoces quando necessário.

Neste período, 63% dos pacientes experimentaram melhorias clínicas relacionadas à ventilação mecânica graças ao telemonitoramento.
Além disso, a tecnologia trouxe uma redução significativa, de até 45%, nas despesas para as fontes pagadoras. Isso desencadeia oportunidades para ampliar a cobertura dos planos de saúde e diminuir a demanda por leitos hospitalares.

+ Leia também: A era da consulta virtual

O impacto positivo motivou um desdobramento da investigação. Este ano, apresentamos na edição de 2023 do congresso da ERS a segunda fase do estudo. Mais de 225 pacientes participaram, e, novamente, obtivemos resultados consistentes: 171 demonstraram melhorias clínicas e 22 foram liberados do tratamento.

Sendo assim, 85% do público monitorado pôde sentir os benefícios desta prática, uma vez que os ajustes ventilatórios guiados por profissionais remotos otimizaram o conforto e permitiram a sincronia entre paciente e máquina, além da antecipação de complicações eminentes.

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O sucesso dessas pesquisas não apenas valida a eficácia da IoMT, mas também sugere um horizonte otimista para a assistência médica domiciliar no Brasil. Trata-se não apenas de transmitir conhecimentos médicos especializados, mas também de mitigar erros, agilizando ajustes e proporcionando um tratamento mais humanizado e personalizado.

Além das melhorias para os pacientes, as operadoras de saúde também se beneficiam, ao otimizar recursos financeiros e expandir a oferta de atendimento em todo o país.

A acessibilidade física não precisa mais ser um obstáculo para a oferta de assistência médica de qualidade, assim o cuidado se torna mais eficaz, acessível e, acima de tudo, mais humano.

* João Paulo Silveira é fisioterapeuta cardiorrespiratório pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), fundador da Domicile Home Care e sócio da holding Plural Care

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