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Cuidar da saúde dos pulmões é uma urgência no Brasil

Estima-se que 7 milhões de brasileiros tenham doença pulmonar obstrutiva crônica, mas só 12% já foram devidamente diagnosticados

Por Angela Honda, pneumologista*
24 out 2023, 09h30

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), é a quarta causa de óbitos no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

Também conhecida como bronquite crônica e enfisema pulmonar, a condição é fatal para quatro brasileiros a cada hora, levando 96 pessoas a óbito por dia, num total de 40 mil por ano.

Para pessoas com DPOC, que não conseguem respirar adequadamente, as atividades mais cotidianas, como varrer a casa, subir ou descer escadas e até mesmo tomar banho se tornam difíceis.

O cenário fica ainda mais desafiador quando os indivíduos não associam os sintomas com a doença, e devido às longas filas de espera para a realização do exame específico que é a espirometria. Além disso, no Brasil, 70% dos casos são subdiagnosticados.

Alguns levam até dois anos para conseguir um diagnóstico e 50% dos que confirmam a doença já se encontram em estado avançado.

Existem soluções eficazes para melhorar a qualidade de vida e reduzir a jornada desses pacientes. Entre elas, destaco a urgência de investimento na capacitação e no treinamento remoto de profissionais da atenção primária à saúde (APS), no sentido de acelerar a realização dos diagnósticos.

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+ Leia também: Sem cura, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) exige detecção precoce

O cenário da DPOC no Brasil é extremamente desafiador.

Existe um gargalo no sistema de saúde, no qual um grande número de casos suspeitos é encaminhado apenas aos pneumologistas para a solicitação de exames. Essa restrição acaba levando a uma quantidade de desproporcional de especialistas para o atendimento.

Estima-se que 7 milhões de brasileiros tenham DPOC e apenas 12% foram devidamente diagnosticados, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

Cerca de 70 a 80% dos pacientes deste total poderiam e deveriam ser tratados na APS. Somente os pacientes mais graves precisam ser avaliados por especialistas, assim como acontece na hipertensão arterial e diabetes.

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Por isso, faz-se urgente a capacitação de outros profissionais da saúde na APS como clínicos gerais, enfermeiros e farmacêuticos para ampliar o atendimento e a realização dos exames diagnósticos.

Sem dúvida, um dos caminhos que agiliza soluções para esse desafio é a formação de sólidas parcerias intersetoriais, público-privadas, visando melhorar o cenário da saúde pública no país.

Já é possível identificar iniciativas importantes nesta direção. Recentemente, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo lançou o protocolo clínico para DPOC e, numa ação em parceria com o setor privado, disponibilizará uma plataforma contendo oito cursos de capacitação online.

A iniciativa poderá alcançar cerca de 2 mil profissionais de diversas especialidades no município, ampliando de maneira significativa o atendimento.

Fazer com que os pacientes tenham mais acesso e agilidade a diagnósticos e tratamentos é gerar qualidade de vida e produtividade, bem como ajuda a reduzir os impactos financeiros das doenças pulmonares no sistema de saúde.

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Angela Honda é médica pneumologista. Líder de Programas Educacionais da Fundação ProAR. Médica voluntária na Reabilitação Pulmonar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) 

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