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Câncer de próstata: o preconceito ainda fala mais alto que o amor-próprio

Médico discute a dificuldade de estimular os homens a cuidarem da própria saúde, e como isso abre caminho a doenças sérias, como o câncer

Por Henrique Moraes Salvador Silva, médico*
3 nov 2022, 14h08

Podemos afirmar que, de forma ampla, mas não generalizada, os homens tendem a postergar os cuidados com a saúde, o que contribui para inúmeros malefícios de médio e longo prazos. Por isso, é importante que mudemos a forma como o público masculino enxerga essa questão.

Como mastologista e gestor de uma rede de saúde com hospitais que atendem a pacientes em todas as fases da vida, claramente percebo que as mulheres buscam mais os serviços de saúde. Essa resistência do homem pode estar relacionada a padrões culturais e, até mesmo, a preconceitos que, infelizmente, ainda estão arraigados em nossa sociedade.

Por isso, campanhas como o Novembro Azul, que acontecem anualmente e têm o intuito de conscientizar os homens quanto à prevenção do câncer de próstata, são tão importantes.

Um dos tumores que mais acometem a população masculina, o câncer de próstata tem grandes chances de cura se diagnosticado precocemente. Ao detectá-lo em fases iniciais, os médicos podem oferecer tratamentos minimamente invasivos.

A educação é a melhor ferramenta contra qualquer tipo de preconceito, uma vez que a maioria dos fatores de risco para o desenvolvimento da doença (idade e histórico familiar) não são comportamentais e, portanto, não são passíveis de prevenção.

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Falo em preconceito porque muitos homens evitam o exame de toque retal que, aliado ao exame de sangue Antígeno Prostático Específico (conhecido pela sigla PSA), é fundamental para o rastreamento do câncer de próstata.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), esse tipo de tumor corresponde a cerca de 29% dos diagnósticos de câncer em homens, é o segundo mais comum nesse público em todo o mundo e o que mais causa óbitos.

Dessa maneira, a realização de consultas periódicas com urologista, principalmente após os 50 anos, e a realização do rastreamento, são atitudes capazes de evitar consequências graves para os pacientes.

O combate à doença

As tecnologias disponíveis têm permitido que o tratamento de vários tipos de câncer seja feito com precisão e segurança.

Podemos citar a evolução da cirurgia e da radioterapia que disponibilizamos, hoje, na Rede Mater Dei de Saúde. A cirurgia de prostatectomia radical via sistema robótico é minimamente invasiva e proporciona alta chance de cura com o mínimo de complicações.

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+ Leia também: Novas fronteiras no cerco ao câncer

Da mesma forma, os equipamentos de radioterapia são mais precisos e permitem que o tratamento aconteça em tempo muito menor do que no passado – e em doses mais bem conformadas à região do tumor, poupando os demais órgãos adjacentes à lesão.

Temos feito a nossa parte, não só oferecendo tecnologia como também acompanhamento com profissionais de forma multidisciplinar, dentro da perspectiva de uma medicina personalizada.

Agora, é importante contar com a conscientização do paciente. A Rede Mater Dei de Saúde está engajada na Campanha do Novembro Azul, mas lembramos que o cuidado com a saúde deve ser diário e amplo. O que esperamos dos nossos pacientes é que eles não só procurem por ajuda médica como sejam protagonistas da sua própria história.

*Henrique Moraes Salvador Silva é médico e presidente da Rede Mater Dei de Saúde

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