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A cultura japonesa e a saúde brasileira: um intercâmbio de conhecimentos

Parcerias entre os dois países permitem avanços em estudos com métodos diagnósticos e tratamentos e já beneficiam população com modelos de cuidado

Por Sérgio Okamoto, médico especialista em saúde ocupacional*
22 ago 2023, 09h49

A imigração japonesa no Brasil completou há pouco 115 anos.

Ao longo desse período, os imigrantes introduziram diversos aspectos que permanecem presentes nos serviços de saúde brasileiros. E essa influência tem sido fundamental para fortalecer a cultura do cuidado e aprimorar a atuação dos médicos no nosso país.

Existem alguns valores altamente respeitados pelos japoneses que orientam a atenção com o paciente e a relação com o local de atuação. Um exemplo é o “omotenashi”, que se refere à cultura da hospitalidade centrada no cuidado.

Além disso, temos o “mottainai”, que está relacionado à atenção ao desperdício e à preservação do meio ambiente.

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Mas, para além dos valores, o Japão também nos proporciona tecnologias de alta qualidade que aprimoram os exames e a gestão da saúde. Tomografias computadorizadas, UTIs e alguns tipos de cateteres e cirurgias cardíacas robóticas que utilizam tecnologia japonesa já são encontrados no Brasil.

A endoscopia digestiva é um excelente exemplo de tecnologia de saúde que os japoneses dominam.

Segundo dados do Centro Nacional do Câncer de Tóquio, surgem aproximadamente 80 novos casos de câncer de estômago por ano para cada 100 mil habitantes homens na nação asiática.

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De olho nisso, o país desenvolveu avançadas técnicas de endoscopia digestiva, capazes de diagnosticar a doença de forma eficiente. Os equipamentos utilizados pelo país estão agora disponíveis no Brasil, contribuindo para estudos e diagnósticos precoces.

+ LEIA TAMBÉM: O que é e para que serve a endoscopia digestiva?

Os programas e parcerias são outro ponto positivo na troca de conhecimento entre os dois países. Durante e após a pandemia, o Japão doou para alguns hospitais nacionais equipamentos de sua escolha e necessidade para auxiliar no controle da Covid-19.

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Além disso, vale destacar as parcerias anuais estabelecidas. A Japan International Cooperation Agency (JICA) envia profissionais médicos brasileiros para trabalhar em hospitais no Japão, proporcionando a oportunidade de adquirir experiência e conhecimento com o corpo clínico local. Aqui os profissionais aplicam todo o aprendizado adquirido em benefício dos pacientes, contribuindo para a melhoria da prática médica.

E, devido aos devastadores ataques de bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, o Japão foi impulsionado a desenvolver uma ampla gama de métodos para cuidar dos pacientes afetados pela radiação.

No Brasil, não possuímos especialização nesse campo específico.

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Por isso, anualmente, dois profissionais de hospitais selecionados são enviados para estudar nos renomados institutos de pesquisa nessas cidades japonesas, permitindo que eles aprofundem seus conhecimentos em casos de radiação.

Também existem diversas parcerias voltadas para pesquisas de medicamentos, como a colaboração entre a Fiocruz e a Fujifilm Healthcare.

Além disso, não é de hoje que se reconhecem os benefícios da culinária japonesa para a saúde. Por essa razão, alguns hospitais, como o Nipo-Brasileiro em São Paulo, oferecem opções de refeições com influência japonesa aos pacientes internados, adaptando-se às preferências alimentares de cada um.

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A união entre Brasil e Japão oferece uma riqueza de informações para os brasileiros, abrangendo desde valores até conhecimentos técnicos na medicina. Os intercâmbios entre os dois países trazem benefícios mútuos, permitindo que aprendamos aspectos positivos de diferentes culturas.

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* Sérgio Okamoto é médico especialista em Saúde Ocupacional e Superintendente Geral do Hospital Nipo-Brasileiro, em São Paulo

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