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A alimentação como aliada dos pacientes com diabetes

Lá atrás, acreditava-se que era necessário fazer grandes restrições alimentares para controlar a doença. Hoje, esse conceito está ultrapassado

Por Maristela Bassi Strufaldi, nutricionista*
7 mar 2023, 10h03

Existem 537 milhões de pessoas com diabetes no mundo, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes. No Brasil, são 16,8 milhões de adultos com o diagnóstico, o que nos coloca na quinta posição do ranking mundial.

Só que metade dos pacientes brasileiros desconhecem o diagnóstico. Não é por acaso: trata-se de uma doença silenciosa, que, antes de avançar e causar danos ao corpo, é assintomática. Para detectá-la, é preciso realizar exames de sangue específicos.

O diabetes mellitus é uma patologia causada pela produção insuficiente e/ou pela má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo.

O controle – uma vez que não há cura – já foi sinônimo de pesadelo por conta das restrições alimentares que a medicina acreditava serem necessárias.

Porém, nos últimos anos, houve uma evolução na compreensão dessa doença, e muitos tabus caíram por terra.

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+ Leia também: O que é Ozempic? Esse remédio para o diabetes combate a obesidade?

Ao mesmo tempo, a indústria alimentícia investiu para criar produtos adequados a esse público, tornando a convivência com o diabetes mais harmônica.

Vale lembrar que atividade física regular e o eventual uso de medicamentos também fazem parte do tratamento e da prevenção.

A dieta como carro-chefe

Como a alimentação é um dos fatores protagonistas do diabetes controlado, o que vai à mesa, sem dúvida, exerce papel fundamental no tratamento.

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E o cardápio não é muito diferente daquele de quem escolhe uma dieta saudável.

Um dos principais ajustes é evitar alimentos ultraprocessados, como macarrão instantâneo, lasanhas industrializadas, sucos em pó ou em caixa (néctar), bolos e biscoitos recheados, guloseimas, refrigerantes e bebidas alcoólicas.

+ Leia também: Ioga melhora o controle da glicemia em quem tem diabetes do tipo 2

Entre os alimentos bem-vindos, podemos citar aqueles ricos em fibras, proteínas e gorduras boas, como grãos integrais (farinha de trigo, arroz e macarrão integrais, aveia, pães e biscoitos integrais); leguminosas (feijões, soja, grão-de-bico, lentilha, ervilha); legumes em geral; e carnes magras, como aves e peixes.

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O papel do nutricionista

Uma vez que o que se ingere é preocupação para quem tem diabetes, nutricionistas podem contribuir muito com a aceitação e a manutenção dessa condição.

Como prova disso vale citar o lançamento da primeira edição do livro Nutrição e diabetes mellitus na prática clínica, da editora Manole (veja abaixo).

A publicação traz novas abordagens nutricionais e tecnologias que facilitam a adesão às dietas, ajudando os pacientes a compreender a nova condição sem traumas, mantendo bons níveis glicêmicos e evitando complicações.

O livro, organizado por nutricionistas do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes, apresenta como base conceitual a terapia nutricional em diversas condições clínicas, incluindo gestação, infância, adolescência, fase adulta e melhor idade.

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Ou seja, é possível atuar em todas as faixas etárias, sendo que cada uma tem a sua característica e estratégia a ser adotada.

É imprescindível ficar atento ao manejo nutricional durante as complicações agudas e crônicas da doença. Por isso, o acompanhamento de um nutricionista é sempre bastante importante.

Outras estratégias comportamentais para adesão às recomendações nutricionais é traçar um plano alimentar. Ele deve contemplar a contagem de carboidratos, nutriente que pode e deve ser consumido, sem colocar o controle da doença em risco.

Um dos caminhos é categorizar os alimentos industrializados – processados, diet, light e edulcorantes –, os funcionais e os compostos bioativos.

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Cada vez mais as pessoas precisam entender que qualquer doença pode ser desmistificada. E tudo, desde que realizado com ponderação, pode ser feito – aquele papo de proibições deve ficar no passado.

Dessa forma, pessoas com diabetes podem ter muito mais qualidade de vida.

* Maristela Bassi Strufaldi é nutricionista e foi coordenadora do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (biênio 2016-2017).

Livro Nutrição e diabetes mellitus na prática clínica

diabetes

Nutrição e diabetes mellitus na prática clínica

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