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Hipertireoidismo na gravidez aumenta o risco de pré-eclâmpsia

O excesso na produção de hormônios da tireoide pode predispor a essa condição perigosa tanto para a mãe quanto para o bebê

Por Thiago Nepomuceno - Atualizado em 8 abr 2019, 18h05 - Publicado em 28 jun 2016, 12h34

Segundo um novo estudo do Centro Médico Universitário Erasmus, em Rotterdam, na Holanda, as futuras mamães devem ficar de olhos bem abertos para eventuais alterações na tireoide, a glândula localizada na altura do pescoço. Participaram da pesquisa 5 153 mulheres no início da gestação — até no máximo a 18ª semana.

Através de exames de sangue, os cientistas descobriram que as voluntárias com níveis elevados de hormônio tireoidiano tinham uma probabilidade de três a 11 vezes maior de desenvolver pré-eclâmpsia, um quadro de pressão alta induzida pela gravidez. Se nada é feito, ele pode evoluir para a eclâmpsia, que provoca convulsões e, em casos extremos, até morte da mãe e do bebê.

Mas cabe uma ressalva: o corpo da grávida produz um hormônio chamado hCG, que geralmente desequilibra o trabalho da tireoide. E a boa nova é que os pesquisadores só encontraram uma relação entre disfunções tireoidianas na gestação e a pré-eclâmpsia quando a origem dessas alterações não vinha do tal hCG. Em outras palavras, não é qualquer hipertireoidismo que favorece esse baita problema.

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