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Erva-de-são-joão: combinação da planta com certos medicamentos pode ser perigosa

O popular fitoterápico interage com vários remédios, comprometendo o efeito deles e acarretando agravos à saúde.

A erva-de-são-joão costuma ser indicada para pessoas que sofrem com insônia e depressão.
Foto: liveostockimages/Thinkstock/Getty Images

 

Tradicionalmente usada contra a insônia e a depressão, a erva-de-são-joão foi objeto de um estudo da Universidade Wake Forest, nos Estados Unidos. O levantamento verificou em que situações os médicos receitavam a planta ao longo de 17 anos, assim como outros remédios indicados nas mesmas consultas. Constatou-se que 28% das prescrições geravam interações capazes de sabotar a ação esperada das drogas e, ainda, comprometer o organismo — caso da combinação do fitoterápico com certos contraceptivos, anti-hipertensivos e anticoagulantes. A mistura com antidepressivos, por exemplo, chega a desregular a bioquímica cerebral. “Sua fama de ser totalmente natural não afasta esses perigos”, sentencia Sarah Taylor, médica responsável pelo trabalho. “Os pacientes devem relatar ao seu clínico todos os remédios que tomam para evitar esse tipo de problema”, aconselha.

O que a interação pode causar

A combinação da erva-de-são-joão com antidepressivos, estatinas, anticoagulantes e contraceptivos está associada a episódios de tremores, sangramentos, desmaios e problemas cardíacos.