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Cuidado com os analgésicos

Uma solução rápida para a dor é o grande atrativo desses remédios. Mas o abuso deles, cada vez mais comum, traz repercussões sérias. O que fazer para evitá-las

Por Sílvia Lisboa (colaboradora)
Atualizado em 28 out 2016, 03h45 - Publicado em 4 mar 2015, 11h38
Deborah Maxx / Revista Saúde é Vital
Deborah Maxx / Revista Saúde é Vital (/)
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Eles são vendidos sem receita, mas estão longe de ser inofensivos. Um comprimido contra dor e febre engrossa as filas para transplante de fígado. Outro da mesma classe eleva em 40% a probabilidade de panes cardíacas em gente com predisposição a elas. E um terceiro pode gerar quadros de anemia. Não, não estamos falando de novos fármacos, cujos efeitos a longo prazo ainda são desconhecidos. Os responsáveis por esses transtornos são, respectivamente, paracetamol, diclofenaco e ácido acetilsalicílico, conhecidos analgésicos e anti-inflamatórios.

Nos Estados Unidos, a cada ano ocorrem 16,5 mil mortes por uso crônico de remédios contra dor e inflamação. O paracetamol, por exemplo, é a causa de pelo menos 80 mil internações naquele país. E mais: um estudo da Universidade de Edimburgo, na Escócia, revela que até pequenas doses, se tomadas a torto e a direito, são capazes de prejudicar o fígado pra valer.

O diclofenaco, por sua vez, recentemente foi associado com um maior índice de mortes por infarto. Até o ácido acetilsalicílico, introduzido nas farmácias em 1899, não está acima de qualquer suspeita. Tomá-lo sem critério pode levar a hemorragias no intestino e, assim, à anemia.

Ficou claro que não dá para ficar engolindo uma drágea atrás da outra sem consultar um especialista, né?

Use o bom senso

Atenção: não precisamos nos entupir de analgésicos para extrapolar o limite recomendado. Em média, tomar mais do que três cápsulas ao dia, por uma semana, abre as portas para a gastrite em quem tem predisposição. Especificamente sobre o paracetamol, colocar um comprimido de 750 miligramas para dentro do corpo de quatro em quatro horas já sobrecarregaria o fígado.

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Quando empregados com parcimônia, os analgésicos são, sim, aliados do bem-estar. Não é o caso de ficar um tempão sentindo dor, porém, se você lançou mão de comprimidos por dois ou três dias e o incômodo não cedeu ou até cede, mas retorna, é hora de procurar um médico.

Inclusive porque a utilização prolongada faz com que os princípios ativos parem de funcionar ou, acredite se quiser, promovem até mais dor. Isso acontece porque pessoas que tomam muito remédio reduzem a capacidade de suportar incômodos e podem começar a sentir desconfortos até sem uma razão aparente.

Procure alternativas

Aliviar a dor com remédio só quando não houver outra saída mesmo. Acupuntura, por exemplo, funciona bem contra problemas musculares e articulares e cefaleias tensionais. E até a alimentação tem seu valor aí: comer fontes de ômega-3, como salmão ou atum, fomenta a produção de substâncias que ajudam a reparar e desinflamar os tecidos.

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Sem exageros nos exercícios físicos

A prática de esportes, apesar de saudável, comumente culmina em desconfortos – em especial se o ritmo é muito desgastante. Para não ter que recorrer sempre aos analgésicos, evite intensidades altíssimas e  invista nos exercícios de reforço muscular. Essa estratégia deixa o corpo resistente aos trancos e aos movimentos bruscos que ocorrem durante a realização de várias modalidades.

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