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Como as relações sociais afetam a imunidade?

Solidão contribuiria para um estado inflamatório

Por André Biernath Atualizado em 22 out 2016, 22h01 - Publicado em 5 set 2016, 06h30

Tom Jobim já dizia, em sua famosa canção “Wave”, que “é impossível ser feliz sozinho”. E a ciência está aí para assinar embaixo dos seus versos. Um estudo das universidades da Califórnia e de Chicago, nos Estados Unidos, comprovou que as relações sociais impactam, sim, na imunidade. Foram avaliadas 141 pessoas por uma década – um quarto delas se declarava socialmente isolado. Os experts coletaram amostras de sangue e urina dos participantes no quinto e no décimo ano da pesquisa para medir diversos parâmetros relacionados às células de defesa. Os solitários apresentavam maior atividade de genes promotores de inflamação, enquanto certas proteínas antivirais se encontravam escassas. “Na solidão, predomina a tristeza. Por isso, a falta de proximidade com os outros alavanca as taxas de cortisol e rebaixa as de dopamina, hormônio do humor e do bem-estar”, analisa Esdras Vasconcellos, professor do Instituto de Psicologia da USP.

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