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Ameixa seca-barriga: como ela ajuda na perda de peso

A versão desidratada da fruta pode dar uma força a quem quer emagrecer. Conheça os benefícios da ameixa seca e o jeito de consumi-la

Por Regina Célia Pereira Atualizado em 11 out 2017, 11h12 - Publicado em 4 ago 2014, 22h00

Um benefício inusitado das ameixas secas veio a público com uma pesquisa da Universidade de Liverpool, na Inglaterra: prestar serviço àqueles que desejam ou precisam perder peso. O estudo revela que, embora sejam carregadas de açúcar (e, portanto, calóricas), essas frutas ajudam a emagrecer.

A descoberta veio depois que a equipe do professor de psicologia experimental Jason Halford recrutou 100 voluntários acima do peso e que não costumavam incluir muita fibra na dieta. Metade recebeu a incumbência de ingerir porções do fruto seco durante os lanches intermediários.

A outra metade só foi orientada a seguir um cardápio balanceado. Passados três meses de estudo, a turma que ficou com as ameixas secas – 140 gramas por dia para as mulheres e 171 gramas para os homens – conseguiu emagrecer 2 quilos. Mais: a circunferência da barriga dos participantes diminuiu, em média, 2,5 centímetros. Valores realmente melhores do que os obtidos com o grupo de controle.

Halford não hesita em dizer que a grande soma de fibras da fruta responde pelo benefício encontrado. “Elas auxiliam no controle do apetite”, analisa o pesquisador. Assim, a saciedade é prolongada e a fome não tende a bater a todo momento

Vale ponderar, no entanto, que não adianta nada apostar no ingrediente se você vive enterrada no sofá e devorando guloseimas. “A ameixa seca não é como um doce mágico para o emagrecimento. Não há substituto para uma mudança de estilo de vida”, sentencia Halford.

Cuidado com as calorias

As conclusões do time de Liverpool causaram burburinho entre os experts em alimentação saudável. A nutricionista Anita Sachs, da Universidade Federal de São Paulo, acredita que é perigoso investir nas ameixas secas como uma solução para controlar as medidas.

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“Elas são bastante calóricas e é muito fácil exagerar no consumo”, diz a especialista, que prefere recomendar a versão fresca da fruta. “Na forma in natura, ela tem um bom teor de fibras e vem repleta de água, o que resulta em menos calorias”, defende. Já a médica Marcella Garcez, da Associação Brasileira de Nutrologia, não faz críticas ao tipo desidratado. Só que prescreve muita parcimônia. “O problema está mesmo na quantidade”, ressalta.

O jeito certo de consumir

Para evitar uma cilada calórica e tirar o melhor proveito das ameixas secas, a nutricionista Marina Campos, da clínica NutriOffice, em São Paulo, orienta não extrapolar cinco unidades diárias, o que rende 25 gramas e 60 calorias. Repare que isso dá menos de um quarto da porção empregada no estudo inglês. Ocorre que voluntários de uma pesquisa costumam receber um acompanhamento que nem todo mundo, na vida real, recebe. Daí a cautela de indicar uma dose bem mais modesta.

“É interessante combinar a versão desidratada com oleaginosas ou derivados do leite para ter um maior controle sobre a glicemia”, sugere Marina. Assim, os melhores companheiros para a doce ameixa durante o lanche são castanhas e fatias de queijos magros. “Uma vantagem das frutas secas é que elas são fáceis de transportar, têm validade maior e são encontradas o ano todo”, observa a nutricionista Mariana Morales, da Equilibrium Consultoria, na capital paulista.

Força ao intestino

Além das fibras, a ameixa seca esbanja minerais, que dão apoio ao trânsito intestinal. “Ela ainda apresenta antraquinona, uma substância que interfere nos movimentos intestinais”, aponta a nutricionista Vanderli Marchiori, vice-presidente da Associação Paulista de Fitoterapia. Aliás, hoje se sabe que, quando o trato digestivo funciona bem, fica mais fácil ajustar o peso. De novo, porém, não dá para passar dos limites. Se o objetivo é emagrecer, as ameixas secas até ajudam, mas seu papel será sempre o de coadjuvante.

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