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A ameaça do HPV

Apesar de não ter preferência, é nas mulheres que esse vírus causa maior estrago. Mas hoje é fácil se vacinar e manter esse inimigo distante

Por Paula Desgualdo (colaboradora)
Atualizado em 8 dez 2020, 14h56 - Publicado em 16 mar 2015, 09h26

A infecção pelo papilomavírus humano (HPV) é a principal doença viral transmitida pelo sexo. E ele está envolvido em praticamente todos os casos de câncer do colo do útero. São centenas de tipos de HPV. Algumas versões, que não necessariamente são pegas entre lençóis, causam simples verrugas na palma das mãos. Outras levam a uma lesão precursora de câncer na região genital – e são essas as mais preocupantes.

Quando esse vírus se instala em nossas células, pode permanecer incubado por um ano. É bem verdade que contraí-lo não é a certeza de complicação: em muitos casos, a infecção regride sem que a mulher apresente algum sintoma. Mas, como não dá para saber quem são as sortudas, para que arriscar?

Algumas medidas são indispensáveis para fugir da cilada: evitar ter vários parceiros e usar camisinha. Ela só não garante 100% de proteção porque não cobre toda a superfície de contágio. Para os especialistas, a arma mais eficiente contra o HPV é a vacinação, hoje recomendada para meninas entre 9 e 13 anos. São três doses e o ideal seria que elas fossem tomadas antes mesmo da iniciação sexual, quando ainda não houve contato com o vírus.

Exames que detectam o HPV

Papanicolau

Com uma espátula, o médico colhe material do colo do útero e coloca em uma lâmina. Aí, é feita uma análise em microscópio. Não dá para identificar o vírus, mas é possível verificar se há alterações nas células.

Colposcopia

O colposcópio é um aparelho capaz de ampliar 20 vezes a imagem da vagina, da vulva, do colo do útero e do ânus. Para flagrar lesões, um líquido reagente é pincelado na mucosa. No caso dos homens, o exame correspondente é a peniscopia.

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Biópsia

Quando os métodos anteriores acusam alguma alteração, retira-se uma pequena amostra do tecido suspeito. Mais uma vez, ela será analisada em microscópio.

Captura híbrida

O material do colo do útero é coletado com o auxílio de uma pequena escova, que, depois, é mergulhada em um líquido desenvolvido para conservar as células. Essa técnica acusa a presença do HPV mesmo se não houver sintomas e determina se o micro-organismo é de alto ou de baixo risco.

Análise de DNA

Já estão disponíveis procedimentos que denunciam os subtipos do HPV por meio da análise do seu DNA, apesar de poucos laboratórios oferecerem o serviço. E um teste desenvolvido pelo cientista norueguês Frank Karlsen, especialista em biologia molecular e virologia, consegue mostrar, entre as mulheres infectadas por vírus de alto risco, quais estão mais sujeitas ao desenvolvimento do câncer de colo do útero.

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