Assine VEJA SAÚDE por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Entenda por que os adoçantes são ingredientes seguros

Utilizadas há mais de um século, essas substâncias passam por rigorosos testes antes de chegar às gôndolas dos mercados e farmácias

Por Ana Carolina Pereira, de Abril Branded Content
18 ago 2020, 11h00

É sabido que os brasileiros têm afeição aos sabores doces. A dose de açúcar recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de até 10% da ingestão calórica diária. Ou seja, em uma dieta de 2 000 calorias, o desejável seria consumir até 50 gramas do ingrediente. Mas, de acordo com o Ministério da Saúde, no país, a população consome 50% a mais de açúcar do que o indicado – podendo ser prejudicial à saúde. É nesse momento que o adoçante, também conhecido tecnicamente como edulcorante, velho aliado de quem já tem restrições alimentares ligadas aos açúcares, entra na jogada. Mas, afinal, o adoçante é uma substância segura?

De acordo com Kathia Schmider, nutricionista e coordenadora técnica da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad), a resposta é sim. Isso porque, segundo ela, os adoçantes estão entre as substâncias mais estudadas por órgãos reguladores e científicos de todo o mundo. “No Brasil, poucos conhecem a rigidez e a seriedade que existem na aprovação desses ingredientes. Por aqui, quem regulamenta o setor é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que utiliza como base o Codex Alimentarius, programa conjunto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), cujo objetivo é estabelecer normas internacionais na área de alimentos, incluindo diretrizes, padrões de produtos e códigos de boas práticas”, afirma.

Portanto, nenhum adoçante chega às prateleiras dos mercados e farmácias sem ter passado por uma avaliação prévia, feita por organismos competentes, além de enfrentar testes experimentais e análises toxicológicas que investigam, inclusive, se a nova substância afeta o metabolismo ou está relacionada a qualquer efeito adverso à saúde. Então, por que a clássica dúvida entre “açúcar e adoçante”, levando os riscos à saúde em consideração, acompanha o brasileiro há tantas décadas?

Combate às fake news

Para Kathia, as notícias alarmantes e errôneas que circulam, tanto na imprensa como nas redes sociais, a respeito dos adoçantes são resultado de pesquisas mal interpretadas sendo utilizadas como fonte de informação e que podem levar ao descrédito produtos avaliados como seguros. “É evidente que o tema da segurança alimentar é importante e merece investigação constante, mas as razões dessa abordagem equivocada costumam estar ligadas à complexidade da linguagem técnica, ao uso de dados fora do contexto original e à leitura parcial de estudos com uma análise superficial que leva a conclusões precipitadas”, ressalta.

Continua após a publicidade
(Felipe Corrêa/Abril Branded Content)

Interpretar corretamente os dados científicos contribui para uma informação correta. No Brasil, a própria ABIAD se compromete a manter os dados sobre adoçantes sempre atualizados e acessíveis. “A associação lançou, recentemente, a campanha Adoçantes São Seguros. Fato!, exatamente com o objetivo de orientar e esclarecer a população em geral e demais interessados sobre o uso dos edulcorantes como alternativa para a redução do consumo de açúcar e calorias. E, também, combater as fake news”, diz.

Continua após a publicidade

Uso de adoçantes no dia a dia

O tema, abordado frequentemente na hora do cafezinho, ganhou ainda mais relevância na quarentena ocasionada pela pandemia de Covid-19. Com boa parte da população passando mais tempo em casa, era inevitável que a relação dos brasileiros com a comida fosse afetada. Muitos adquiriram ou intensificaram o hábito de cozinhar, acarretando maior reflexão sobre os alimentos consumidos. 

Os adoçantes são alternativas eficazes nos esforços para reduzir a ingestão total de açúcar. Eles são utilizados há mais de um século em alimentos e bebidas, não alteram o apetite dos consumidores e podem ser adotados em diversas receitas, sendo indicados, de maneira geral, a todas as pessoas, sem restrições. “O limite de consumo – a chamada Ingestão Diária Aceitável (IDA), quantidade estimada por mg/kg de peso corporal que uma pessoa pode consumir todos os dias, por toda a vida, sem risco à saúde – é praticamente impossível ultrapassar. Assim, os adoçantes se firmam como opções úteis para diminuir calorias e açúcares na alimentação, mantendo o sabor doce, tão apreciado de forma inata pelo ser humano”, aponta Kathia.

Existem diferentes versões de edulcorantes disponíveis no mercado, de origem natural ou artificial. A nutricionista reforça, entretanto, que não há opções melhores ou piores: todas são igualmente testadas antes de serem aprovadas para consumo. “O que muda, na verdade, é o sabor. Por isso, o ideal é experimentá-los para fazer a escolha certa, de acordo com o paladar de cada um. Sem medo e riscos”, conclui.

Continua após a publicidade
(Felipe Corrêa/Abril Branded Content)
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

A saúde está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA SAÚDE.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 12,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.