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Cresce consumo de energéticos no país. Exagero é ligado a riscos

Bebida é usada para aumentar pique e produtividade. Mas abuso pode cobrar preço à saúde

Por Diogo Sponchiato 23 jul 2022, 13h49

Um levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir) mostra que a produção e o consumo de energéticos vêm se elevando por aqui.

Ao comparar os dados de 2010 e 2020, a entidade registrou crescimento na fabricação — de 63 milhões de litros por ano para 151 milhões — e um salto na compra. O consumo foi de 300 mililitros por habitante ao ano para 710 mililitros em uma década.

Os energéticos são utilizados principalmente para ampliar o pique no trabalho ou na vida social. No entanto, médicos advertem que a ingestão frequente ou abusiva pode sabotar o sono, o coração e o bem-estar mental.

O limite vai variar de acordo com as características e as condições físicas de cada um.

+ LEIA TAMBÉM: A mania dos supercafés. Vale a pena?

Tira-dúvidas sobre energéticos

Há riscos para o coração?
Depende do seu estado de saúde, sensibilidade à bebida e volume ingerido, mas há relatos de arritmias e outros reveses.

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Atrapalha mesmo o sono?
O alto teor de cafeína e outras substâncias que nos deixam ligadões é capaz de dificultar a entrada no sono ou sua manutenção.

Quem não deve tomar?
Vale pedir a opinião do médico que o acompanha. Presença de insônia, ansiedade e doenças cardíacas costuma ser contraindicação.

Pode misturar com álcool?
Especialistas afirmam que, em pessoas mais suscetíveis, o combo é particularmente perigoso ao coração.

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