Polilaminina

Polilaminina

Entenda o que se sabe e o que falta comprovar sobre a molécula

Desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a polilaminina é uma droga experimental.

O QUE É A  POLILAMININA?

DE ONDE VEM?

A polilaminina é descrita como uma versão "melhorada", em laboratório, da laminina, uma proteína encontrada na placenta que teria papel central na conexão entre neurônios.

COMO FUNCIONA?

O mecanismo de ação ainda é desconhecido, mas acredita-se que a droga facilitaria o crescimento e a regeneração de neurônios — o que justificaria seu uso em lesões medulares.

HÁ EVIDÊNCIAS?

apenas dois estudos publicados sobre a polilaminina.  São ensaios pré-clinicos, um com ratos e um com cães paraplégicos que apresentaram melhoras sutis ou evidentes ao longo de um ano após a aplicação da droga.

FOI TESTADO EM HUMANOS?

Um estudo piloto, realizado com oito pessoas, chegou a ser feito em 2018, mas os resultados ainda não foram revisados por outros pesquisadores e, portanto, não foram validados nem publicados em revista científica.

HORA DOS  ENSAIOS CLÍNICOS

Em janeiro, após ampla comoção sobre os possíveis efeitos da droga, a Anvisa aprovou o início de ensaios clínicos, que são estudos em humanos para testar segurança e eficácia de uma fórmula.

ESTUDO DE FASE 1

Com o objetivo de avaliar a segurança da droga,  a primeira fase será realizada com cinco pacientes voluntários. Os critérios de inclusão são ter de 18 a 72 anos e  ter lesão aguda completa, em especial na região torácica.

COMO ELA É APLICADA?

A droga tem sido aplicada de forma intramedular, durante a cirurgia de estabilização e descompressão da coluna, logo após o trauma. A operação é o tratamento padrão ouro para lesão medular.

QUEM PODE TOMAR?

Pessoas recém-lesionadas têm entrado na Justiça para conseguir acesso à droga, mas o movimento é contraindicado. Sociedades científicas ressaltam que a fórmula ainda está sendo estudada e não há estudos publicados comprovando sua segurança e eficácia.

“Ainda não é um remédio e não é um tratamento. É algo que está no início das pesquisas. Então, está longe de ser uma coisa comprovada” pondera o ortopedista Alexandre Fogaça Cristante, líder do braço da pesquisa a ser realizada na Universidade de São Paulo (USP).

CAUTELA

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