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É perfeccionista? Então medite!

Experimento americano indica que técnicas de mindfulness melhoram a resposta a autocobrança e frustrações

Por Diogo Sponchiato - Atualizado em 19 jun 2020, 14h45 - Publicado em 20 jun 2020, 09h10

O perfeccionismo, tão apreciado no ambiente corporativo, tem uma face perigosa: pode gerar estresse fora de controle e acarretar desordens mentais. De olho nisso, pesquisadores da Universidade Bowling Green State, nos Estados Unidos, testaram se sessões de mindfulness ajudariam a lidar melhor com as falhas e a cobrança e a minimizar os níveis de tensão.

Mindfulness é um conjunto de técnicas de concentração e meditação criadas no final dos anos 1970 em solo americano e traduzidas para o português como “atenção plena”. A proposta delas é focar no momento presente e deixar os pensamentos virem e irem embora sem julgamentos. Para ter bons resultados, o ideal é receber treinamento de um instrutor qualificado.

No experimento, os estudiosos recrutaram 120 universitários perfeccionistas e os dividiram em quatro grupos: o primeiro realizou técnicas de mindfulness convencional, o segundo empregou o mesmo tipo de meditação, mas com foco no não julgamento, o terceiro passou por sessões de relaxamento muscular e o último não fez nada.

Medindo a frequência cardíaca antes e depois das intervenções — um indicativo da reação ao estresse —, constatou-se que a turma do mindfulness, especialmente a do não julgamento, estava mais equilibrada do ponto de vista emocional.

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E você? É perfeccionista? Que tal ter uma ideia respondendo às perguntas abaixo?

Ilustrações: Laura Luduvig/SAÚDE é Vital
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