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Entenda o que é afasia, condição diagnosticada no ator Bruce Willis

Paciente pode ter problemas para ler textos, entender falas e sons

Por Da redação* 4 abr 2022, 16h32

O ator Bruce Willis suspendeu sua carreira após ter sido diagnosticado com afasia. O nome é dado para uma disfunção que causa dificuldade de se comunicar adequadamente, afetando a compreensão de imagens e sons, bem como distintas modalidades de expressão.

A pessoa com afasia pode enfrentar problemas para ler textos, entender falas e sons, falar e escrever. A condição não deve ser confundida com outras, como disartria (dificuldade de articular palavras da forma correta), disfonia (que causa rouquidão) ou ainda o Alzheimer.

“Temos basicamente duas áreas principais relacionadas com a linguagem. A área primária, relacionada à parte motora, aciona os músculos apropriados para verbalização. Outra área é da compreensão. Entre elas há uma conexão. É bem comum que pacientes com lesões nessa localização apresentam alterações na linguagem”, explica o neurocirurgião Ricardo Santos de Oliveira.

Há dois tipos de afasia. A mais grave é denominada pelos médicos de primária. Ela está associada a doenças degenerativas e provoca a morte de neurônios. Neste caso, a evolução da condição é mais progressiva.

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Segundo a neurologista Jane Machado de Castro, do Hospital Anchieta, em Brasília, neste tipo não há tratamento ou possibilidades de recuperar os danos já estabelecidos, mas é possível lidar com os desconfortos que a condição produz.

“Geralmente, é uma doença incurável, intratável e que requer tratamento multidisciplinar. Na afasia primária, é possível tentar retardar os sintomas, mas ela vai evoluir progressivamente”, explica a profissional.

Afasia secundária

O segundo tipo é nomeado de afasia secundária, e está relacionado a doenças ou episódios que ocasionam lesões no cérebro. São exemplos o traumatismo craniano, o acidente vascular cerebral (AVC) e doenças infecciosas.

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Nessa situação, os pacientes também sofrem com as dificuldades na compreensão da linguagem e em formas diferentes de expressão. Mas, de acordo com a médica Jane de Castro, é possível tratar a condição.

“Quando uma pessoa tem um AVC e não consegue falar, ainda é possível que ela tenha potencial para se recuperar da lesão. Mas ela vai precisar de acompanhamento fonoaudiológico e de outras áreas. Numa infecção localizada, isso também pode acontecer”, diz a médica.

Na afasia secundária, é possível ainda adotar medidas para prevenir a lesão ou o episódio causador da condição. A profissional lembra que há práticas importantes para evitar AVCs ou doenças cardiovasculares, como controle de peso, hábitos saudáveis, o afastamento do tabagismo e comportamentos regulares do sono.

+ Leia também: Inovações para evitar e combater o AVC

Os sintomas da doença vão aparecer na dificuldade de comunicação, como frases curtas ou com palavras e enunciados sem sentido, trocas de palavras e fonemas, além da incapacidade de entender conversas com outras pessoas.

O diagnóstico é clínico, depende da análise de um médico, especializados em neurologia. O neurocirurgião Ricardo dos Santos Oliveira recomenda a procura do profissional adequado assim que os sintomas se manifestarem.

“Qualquer alteração da linguagem é simples de se notar. Isso indica que possa estar ocorrendo algum problema nesse departamento do cérebro. Essas alterações assim que notadas precisam ser avaliadas. Como parte da investigação, fazemos um exame chamado ressonância nuclear magnética, que avalia com precisão todo o cérebro”, explicou.

*Esse texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil

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