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Cientistas produzem sangue em larga escala para transfusões

Uma descoberta recente promete suprir a demanda por doações com a produção de líquido vermelho em laboratório

Por Ana Luísa Moraes Atualizado em 29 mar 2017, 17h41 - Publicado em 29 mar 2017, 17h37

Essa não é a primeira vez que se fabrica sangue em laboratório. Ora, células-tronco já foram induzidas a formar glóbulos vermelhos, também chamados de hemácias. O problema: cada unidade origina, em média, 50 mil hemácias antes de morrer — quantidade ínfima para uma transfusão. Mas agora pesquisadores da Universidade de Bristol, na Inglaterra, revelaram um procedimento muito mais proveitoso.

A novidade consiste em manter a célula produtora de sangue em um estágio inicial (quando se chama eritroblasto). Dito de um modo simplista, os experts imortalizaram usinas celulares para que se mantenham ativas indefinidamente.

 

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    Além da possibilidade de produção em massa, Jan Frayne, que participou da descoberta, aponta outro benefício: “Os glóbulos vermelhos cultivados têm vantagem sobre o sangue do doador, como uma redução no risco de transmissão de doenças infecciosas”. Cabe esperar para ver se, na prática, o uso do líquido vermelho artificial acontecerá sem percalços.

    Em países como o Brasil, onde apenas 1,9% da população é doadora, a técnica pode ser extremamente útil. Porém, um empecilho para a implementação é o alto custo. Por isso, pelo menos no começo, os especialistas explicam que o procedimento deve ser empregado em pacientes com tipos de sangue raros e escassos nos bancos de coleta.

    Outra limitação envolve a produção em si. Embora o método tenha sido definido, é necessário desenvolver equipamentos e outras tecnologias para utilizá-lo em larga escala. Barreiras que, com o tempo, devem ser suplantadas. Aguardemos!

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