Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Certas profissões podem aumentar o risco de artrite reumatoide

Cientistas se surpreendem com a forte relação entre alguns tipos de trabalho e essa doença das articulações. E não faltam hipóteses por trás da descoberta

Por Vand Vieira Atualizado em 12 jan 2018, 17h52 - Publicado em 14 ago 2017, 17h48

Um estudo recém-publicado joga luz sobre a influência do ambiente de trabalho na prevalência de artrite reumatoide. Para ser mais específico, a exposição prolongada a certos agentes tóxicos culminaria em um maior risco de sofrer com essa doença, marcada pelo ataque das células de defesa às articulações, o que provoca dores, deformidades e limitação de movimentos.

Os pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, avaliaram os registros profissionais de 3 522 pessoas diagnosticadas com esse problema. E, aí, compararam essas informações com as de 5 580 indivíduos livres dele. Tabagismo, excesso de peso, consumo de bebidas alcoólicas e outros fatores de risco foram incluídos na análise para evitar uma interferência nos resultados, que foram coletados ao longo de quase 20 anos (entre 1996 e 2014).

Na ala masculina, boa parte dos voluntários com artrite reumatoide ocupava posições relacionadas à indústria manufatureira. Eletricistas, eletrotécnicos e ajudantes gerais foram considerados duas vezes mais propensos ao problema em comparação a quem atuava nos setores administrativo, técnico e profissional. Trabalhar em construções triplicaria o risco. Por quê? Acredita-se que a superexposição a compostos tóxicos como sílica, amianto, solventes orgânicos e subprodutos de motores tenha um papel importante aí.

Curiosamente, esses cargos não foram vistos como uma ameaça entre o sexo feminino. De acordo com os responsáveis pelo estudo, porém, o baixo número de mulheres nesses setores torna a conclusão pouco confiável. Entre elas, uma das piores profissões seria a de auxiliar de enfermagem. As razões por trás dessa conexão ainda são um mistério.

Novas pesquisas devem ser feitas para confirmar o achado. No entanto, a reumatologista Anna Ilar, umas das autoras do trabalho, reforça a relevância de suas conclusões. “É importante que empregados e empregadores invistam em iniciativas que ajudam a prevenir a artrite reumatoide”, disse a especialista, em comunicado à imprensa.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação confiável salva vidas. Assine Veja Saúde e continue lendo.

Impressa + Digital

Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Acesso ilimitado ao site da Veja Saúde, diariamente atualizado.

Blogs de médicos e especialistas.

Receba mensalmente Veja Saúde impressa mais acesso imediato às edições digitais no App, para celular e tablet.

a partir de R$ 12,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e no app.

Blogs de médicos e especialistas.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)