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Relatório do Ranking das Capitais Brasileiras Amigas da Atividade Física

Confira o estudo completo que gerou a primeira edição deste ranking, voltado para a promoção de atividade física nas cidades brasileiras

O que é o Ranking das Capitais Brasileiras Amigas da Atividade Física?

O Ranking das Capitais Brasileira Amigas da Atividade Física, feito pelos pesquisadores Adriano Akira Ferreira Hino, Priscila Bezerra Gonçalves e Rodrigo Siqueira Reis,  da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), com apoio da revista SAÚDE É Vital (Editora Abril), é composto por indicadores que, segundo dados da literatura científica, podem favorecer a atividade física, além das características relacionadas a desigualdades nos níveis de atividade física (1). O objetivo é mapear informações disponíveis sobre as capitais brasileiras e classificá-las segundo o potencial para a prática de atividade física, seja no lazer ou na forma de transporte, entre todos os seus residentes e independentemente do sexo.

O ranking possibilitará identificar as características que devem receber mais atenção por parte de gestores públicos e cidadãos de modo que as cidades ofereçam oportunidades para que todas as pessoas possam adotar a atividade física no seu dia a dia. A Figura 1 descreve o modelo conceitual adotado para esse ranking, considerando as relações diretas e indiretas entre características do ambiente urbano e as desigualdades em atividade física.

Modelo conceitual do ranking Figura 1. Modelo conceitual das cidades amigas da atividade física

Figura 1. Modelo conceitual das cidades amigas da atividade física (PUC-PR/SAÚDE é Vital)

 

Princípios do ranking

• A atividade física deve ser um direito e uma opção possível para todos os moradores da cidade.
• Todas as pessoas devem ter acesso e condições para realizar atividade física em seu dia a dia, se assim o desejarem.
• As cidades devem oferecer condições para reduzir a desigualdade nos níveis de atividade física no tempo de lazer (tempo livre) e como forma de transporte, particularmente nos grupos de maior risco para inatividade física (mulheres, idosos, crianças e pessoas com menor renda e escolaridade).
• As cidades devem propiciar acesso a locais para a prática de atividade física e a transporte público com qualidade e segurança aos usuários, de forma a assegurar o acesso a atividade física no lazer e o transporte ativo.
• As cidades devem apresentar políticas, planos e infraestrutura para garantir oportunidades para o transporte ativo de pedestres e ciclistas.
• O desenho das cidades deve favorecer o acesso e as oportunidades para a prática de atividades físicas no lazer e no transporte.

Metodologia

Para a construção do ranking, em um primeiro momento, foram estabelecidos indicadores com base no modelo conceitual e nos princípios estabelecidos e que estivessem disponíveis (domínio público) para todas as capitais. Os indicadores foram organizados em cinco domínios:

1. Acesso a espaços de lazer: composto por dois indicadores que representam a estruturas, a disponibilidade e a quantidade de locais com potencial para a prática de atividade física no tempo de lazer.
2. Acesso ao transporte público: composto por um indicador que sinaliza a quantidade de transporte público, na forma de ônibus e micro-ônibus, o qual representa um potencial para maiores níveis de deslocamento ativo.
3. Desenho urbano: composto por três indicadores que representam a quantidade de pessoas, residências e comércios no município. Tais indicadores consideram a densidade como um aspecto favorável para a atividade física dos moradores da cidade.
4. Estrutura viária para atividade física: composto por três indicadores que representam a disponibilidade de calçadas e de pavimentação e iluminação nas vias públicas. Tais indicadores expressam, em alguma medida, maior comodidade e segurança para caminhar ou pedalar nas cidades.
5. Trânsito e criminalidade: composto por três indicadores que representam o número de homicídios por armas de fogo, os homicídios especificamente de mulheres e também acidentes com mortes no trânsito. Esse domínio expressa a exposição a insegurança pública ao realizar atividade física em locais e espaços públicos.

Além desses cinco domínios, foi criado um domínio específico para representar a desigualdade nos níveis de atividade de lazer e de deslocamento da população, o qual foi calculado a partir da diferença nas prevalências de atividade física entre homens e mulheres. No entanto, esse quesito não foi incluído no cálculo da classificação geral das capitais, por meio do escore-Z.

A obtenção dos indicadores que permitiram a construção do ranking foi realizada através de busca online em diferentes bases de dados. Para isso foram utilizados os seguintes critérios:

Critérios de seleção dos indicadores

1. Disponibilidade das informações para todas as capitais
2. Indicadores com origem na mesma base de informação para todas as cidades, com o intuito de garantir comparabilidade de métodos e resultados (Exemplo: IBGE para indicadores sociodemográficos)
3. A base de informações deve ser estável e periódica
4. A base de informações deve ser de domínio público (acesso livre)
5. Os indicadores devem apresentar relação conceitual e, quando possível, empírica com a atividade física no lazer e no deslocamento

Conceitos e definições dos indicadores

A seguir são descritos os conceitos e definições utilizados para os indicadores pesquisados, conforme foram apresentados em suas fontes primárias de informações

Atividade física: qualquer movimento corporal produzido pela musculatura esquelética que resulte num gasto de energia acima dos níveis de repouso realizados no tempo de lazer (2).

  • Atividade física de lazer: refere-se às atividades realizadas durante o tempo livre (exemplos: correr no parque, nadar).
  • Atividade física de transporte: refere-se às atividades realizadas como forma de deslocamento de um local a outro (exemplos: caminhar até o mercado, pedalar até a escola).

Domicílio particular permanente: aquele construído para servir, exclusivamente, à habitação e, na data de referência, tinha a finalidade de servir de moradia a uma ou mais pessoas (3).

Empresa atuante: empresas, órgãos da administração pública e entidades sem fins lucrativos com registros de pessoas jurídicas inscritas no CNPJ que estão atuantes (4).

Escore-z: o valor de uma observação expresso em unidades de desvio padrão. Ele é calculado a partir da diferença do valor observado em relação à média de todas as observações e dividindo o resultado pelo desvio padrão de todas as observações (5).

Arborização das vias públicas

Definição: existência de árvores ao longo da calçada/passeio e/ou canteiro que divide pistas de um mesmo logradouro, mesmo que apenas em uma parte, no entorno dos domicílios particulares permanentes (3).

Unidade de medida: percentual.

Valor recomendado: variável contínua.

Mensuração: foi calculado o percentual de domicílios que apresentavam árvores no seu entorno.

Domicílios com árvores = (número de domicílios com árvores / total de domicílios) x 100

Fonte (ano): IBGE, Censo Demográfico (2010).
Link: http://downloads.ibge.gov.br/downloads_estatisticas.htm
Acesso após link aberto: Censos>Censo_Demografico_2010>Entorno_dos_Domicilios>xls>Municipios>(nome do estado).zip
Nome do banco de dados: tab4_(número do município)_1.xls

Instalações esportivas

Definição: existência de instalações destinadas às práticas esportivas dentro do município avaliado. Exemplos: academias, campos de futebol, pistas de atletismo, quadras, piscinas etc. (6)

Unidade de medida: número de instalações esportivas por 100 mil habitantes.

Valor recomendado: variável contínua.

Mensuração: foi calculado o número de instalações esportivas presentes no município para cada 100 mil habitantes.

Instalações esportivas = (número de instalações esportivas)/população) x 100000

FONTE DE DADOS PARA INSTALAÇÕES ESPORTIVAS
Fonte (ano):
IBGE, Perfil dos Municípios Brasileiros Esporte (2016).
Link: http://downloads.ibge.gov.br/downloads_estatisticas.htm
Acesso após link aberto: Perfil_Municipios>Esporte_2016>base_esporte_MUNIC_xls_2016.zip
Nome do banco de dados: Base Suplemento Esporte MUNIC 2016.xls

FONTE DE DADOS PARA POPULAÇÃO
Fonte (ano): Diretoria de Pesquisas – DPE – Coordenação de População e Indicadores Sociais – COPIS.
Link: https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/populacao/9103-estimativas-de-populacao.html
Acesso após link aberto: Downloads>Estimativas_de_Populacao/>estimativas_(ano de interesse)
Nome do banco de dados: estimativa_dou_(ano).xls

Quantidade de ônibus e micro-ônibus

Definição: quantidade de ônibus e micro-ônibus cadastrados pelo RENAVAM na frota de veículos do município avaliado.

Unidade de medida: número de ônibus e micro-ônibus por 100 mil habitantes.

Valor recomendado: variável contínua.

Mensuração: foi calculado o número de ônibus e micro-ônibus no município para cada 100 mil habitantes.

Ônibus e micro-ônibus = (número de ônibus e micro_ônibus /população) x 100000

FONTE DE DADOS PARA ÔNIBUS E MICRO-ÔNIBUS
Fonte (ano): Denatran, Departamento Nacional de Trânsito (2016).
Link: http://www.denatran.gov.br/estatistica/237-frota-veiculos.html
Acesso após link aberto: 2016>Frota Nacional (Dezembro de 2016)>03-Frota por Municipio e Tipo
Nome do banco de dados: Frota_por_Municipio_e_Tipo-DEZ_16.xlsx

FONTE DE DADOS PARA POPULAÇÃO
Fonte (ano): Diretoria de Pesquisas – DPE – Coordenação de População e Indicadores Sociais – COPIS.
Link: https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/populacao/9103-estimativas-de-populacao.html
Acesso após link aberto: Downloads>Estimativas_de_Populacao/>estimativas_(ano de interesse)
Nome do banco de dados: estimativa_dou_(ano).xls

Densidade populacional

Definição: é a medida expressa pela relação entre o tamanho da população e a área total do município.

Unidade de medida: habitantes por quilômetro quadrado.

Valor recomendado: variável contínua.

Mensuração: foi calculada pela razão entre o número de habitantes e a área (km2) do município.

Densidade populacional = número de habitantes do município)/ área do município

FONTE DE DADOS PARA POPULAÇÃO
Fonte (ano): IBGE, Censo Demográfico. Projeção para 2017.
Link: https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/populacao/9103-estimativas-de-populacao.html
Acesso após link aberto: Downloads>Estimativas_de_Populacao/>estimativas_(ano de interesse)
Nome do banco de dados: estimativa_dou_(ano).xls

FONTE DE DADOS PARA ÁREA
Fonte (ano): IBGE. Diretoria de Pesquisas – DPE – Coordenação de População e Indicadores Sociais – COPIS (2016).
Link: https://www.ibge.gov.br/home/geociencias/cartografia/default_territ_area.shtm
Acesso após link aberto: Lado direito da tela no item “Download” clicar em “Área territorial (arquivo em formato xls)”
Nome do banco de dados: AR_BR_RG_UF_MUN_2016.xls

Densidade residencial

Definição: é a medida expressa pela relação entre o número de residências e a área total do município.

Unidade de medida: residências por quilômetro quadrado.

Valor recomendado: variável contínua.

Mensuração: foi calculada pela razão entre o número de residências e a área (km2) do município.

Densidade residencial = número de residências do município / área do município

FONTE DE DADOS PARA RESIDÊNCIAS
Fonte (ano): IBGE, Censo Demográfico. 2010.
Link: http://downloads.ibge.gov.br/downloads_estatisticas.htm
Acesso após link aberto: Censos>Censo_Demografico_2010>resultados>total_domicilios_(nomedoestado).zip
Nome do banco de dados: total_domicilios_(nomedoestado).xls

FONTE DE DADOS PARA ÁREA
Fonte (ano): IBGE. Diretoria de Pesquisas – DPE – Coordenação de População e Indicadores Sociais – COPIS (2016).
Link: https://www.ibge.gov.br/home/geociencias/cartografia/default_territ_area.shtm
Acesso após link aberto: Lado direito da tela no item “Download” clicar em “Área territorial (arquivo em formato xls)”
Nome do banco de dados: AR_BR_RG_UF_MUN_2016.xls

Densidade comercial

Definição: é a medida expressa pela relação entre o número de empresas atuantes e a superfície do território.

Unidade de medida: comércios por quilômetro quadrado por 100 mil habitantes.

Valor recomendado: variável contínua.

Mensuração: foi calculada pela razão entre o número de empresas atuantes e a área (km2) do município.

Densidade comercial = (número de empresas do município / área do município) x 100000

FONTE DE DADOS PARA COMÉRCIO
Fonte (ano): IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Metodologia das Estatísticas de Empresas, Cadastros e Classificações, Cadastro Central de Empresas (2015).
Link: http://downloads.ibge.gov.br/downloads_estatisticas.htm
Acesso após link aberto: Economia_Cadastro_de_Empresas>2015>tabelas_xls.zip>
Nome do banco de dados: Pasta 02uls > Tabela 13.xls (resumo)

FONTE DE DADOS PARA ÁREA
Fonte (ano): IBGE. Diretoria de Pesquisas – DPE – Coordenação de População e Indicadores Sociais – COPIS (2016).
Link: https://www.ibge.gov.br/home/geociencias/cartografia/default_territ_area.shtm
Acesso após link aberto: Lado direito da tela no item “Download” clicar em “Área territorial (arquivo em formato xls)”
Nome do banco de dados: AR_BR_RG_UF_MUN_2016.xls

Iluminação de vias públicas

Definição: existência de pelo menos um ponto fixo (poste) de iluminação pública no entorno dos domicílios particulares permanentes3.

Unidade de medida: percentual.

Valor recomendado: variável contínua.

Mensuração: foi calculado o percentual de domicílios com iluminação pública no seu entorno.
Domicílios com iluminação pública = (número de domicílios com iluminação pública / total de domicílios) x 100

Fonte (ano): IBGE, Censo Demográfico (2010).
Link: http://downloads.ibge.gov.br/downloads_estatisticas.htm
Acesso após link aberto: Censos>Censo_Demografico_2010>Entorno_dos_Domicilios>xls>Municipios>(nome do estado).zip
Nome do banco de dados: tab4_(número do município)_1.xls

 

Pavimentação de vias públicas

Definição: existência de pavimentação, ou seja, cobertura de via pública com asfalto, cimento, paralelepípedos, pedras etc. no entorno dos domicílios particulares permanentes3.

Unidade de medida: percentual.

Valor recomendado: variável contínua.

Mensuração: foi calculado o percentual de domicílios com pavimentação no seu entorno.

Domicílios com pavimentação = (número de domicílios com pavimentação / total de domicílios) x 100

Fonte (ano): IBGE, Censo Demográfico (2010).
Link: http://downloads.ibge.gov.br/downloads_estatisticas.htm
Acesso após link aberto: Censos>Censo_Demografico_2010>Entorno_dos_Domicilios>xls>Municipios>(nome do estado).zip
Nome do banco de dados: tab4_(número do município)_1.xls

 

Calçadas em vias públicas

Definição: existência de calçada/passeio, ou seja, caminho calçado ou pavimentado, destinado à circulação de pedestres, quase sempre mais alto que a parte do logradouro em que trafegam veículos na face dos domicílios particulares permanentes3.

Unidade de medida: percentual.

Valor recomendado: variável contínua.

Mensuração: foi calculado o percentual de domicílios com calçadas no seu entorno.

Domicílios com calçadas= (número de domicílios com calçadas / total de domicílios) x 100

Fonte (ano): IBGE, Censo Demográfico (2010).
Link: http://downloads.ibge.gov.br/downloads_estatisticas.htm
Acesso após link aberto: Censos>Censo_Demografico_2010>Entorno_dos_Domicilios>xls>Municipios>(nome do estado).zip
Nome do banco de dados: tab4_(número do município)_1.xls

Homicídios por armas de fogo

Definição: caracterizado pelo número de homicídios causados por armas de fogo, os quais foram identificados por meio da Declaração de Óbito, onde consta as causas de morte da pessoa (7).

Unidade de medida: homicídios por 100 mil habitantes.

Valor recomendado: variável contínua.

Mensuração: foi calculado pela razão entre o número de homicídios por armas de fogo e a população multiplicados por 100 mil.

Homicídios por armas de fogo = (número de homicídios por armas de fogo / população) x 100000

FONTE DE DADOS PARA HOMICÍDIOS ARMAS DE FOGO:
Fonte (ano): Mapa da Violência (2014). Homicídio por armas de fogo no Brasil / IBGE.
Link: http://www.mapadaviolencia.org.br/
Acesso após link aberto: 2016 | Homicídio por armas de fogo no Brasil > Tabela com totalidade dos municípios > Alfabética – UF / Município
Nome do banco de dados: mapa2016_armas_UF.xlsx

DADOS PARA POPULAÇÃO:
Fonte (ano): Diretoria de Pesquisas – DPE – Coordenação de População e Indicadores Sociais – COPIS (2014).
Link: https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/populacao/9103-estimativas-de-populacao.html
Acesso após link aberto: Downloads>Estimativas_de_Populacao/>estimativas_(ano de interesse)
Nome do banco de dados: estimativa_dou_(ano).xls

Homicídios de mulheres

Definição: caracterizados pela presença de agressão intencional de terceiros, cujos danos ou lesões ocasionadas causam a morte de mulheres. Os dados foram identificados por meio da Declaração de Óbito, que consta as causas de morte da pessoa (8).

Unidade de medida: pessoas por 100 mil habitantes.

Valor recomendado: variável contínua.

Mensuração: foi calculado pela razão entre o número de homicídios de mulheres e a população multiplicados por 100 mil.

Homicídios de mulheres = (número de homicídios de mulheres / população) x 100000

FONTES DE DADOS PARA HOMICÍDIOS MULHERES:
Fonte (ano): Mapa da Violência (2013). Homicídio por de mulheres no Brasil / IBGE.
Link: http://www.mapadaviolencia.org.br/
Acesso após link aberto: 2015 | Homicídio de Mulheres no Brasil > Tabela com totalidade dos municípios > Alfabética – UF / Município > População total
Nome do banco de dados: MapaViolência2015_mulheres.xlsx

DADOS PARA POPULAÇÃO:
Fonte (ano): Diretoria de Pesquisas – DPE – Coordenação de População e Indicadores Sociais – COPIS (2013).
Link: https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/populacao/9103-estimativas-de-populacao.html
Acesso após link aberto: Downloads>Estimativas_de_Populacao/>estimativas_(ano de interesse)
Nome do banco de dados: estimativa_dou_(ano).xls

Óbitos em acidentes de trânsito

Definição: caracterizado por todo acidente com veículo ocorrido na via pública que levou ao óbito da pessoa. Os dados foram identificados por meio da Declaração de Óbito, no qual constam as causas de morte da pessoa (9).

Unidade de medida: pessoas por 100 mil habitantes.

Valor recomendado: variável contínua.

Mensuração: foi calculado pela razão entre o número de óbitos em acidentes de trânsito e a população multiplicados por 100 mil.

Óbitos em acidentes de trânsito = (número de óbitos em acidentes de trânsito / população) x 100000

FONTE DE DADOS PARA ÓBITOS EM ACIDENTES DE TRÂNSITO:
Fonte (ano): Mapa da Violência (2013). Acidentes de Trânsito e Motocicletas / IBGE.
Link: http://www.mapadaviolencia.org.br/
Acesso após link aberto: 2013 | Acidentes de Trânsito e Motocicletas > Tabela com totalidade dos municípios > Alfabética – UF / Município
Nome do banco de dados: mapa2013_motos_alfabetica.xlsx

DADOS PARA POPULAÇÃO:
Fonte (ano): Diretoria de Pesquisas – DPE – Coordenação de População e Indicadores Sociais – COPIS (2013).
Link: https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/populacao/9103-estimativas-de-populacao.html
Acesso após link aberto: Downloads>Estimativas_de_Populacao/>estimativas_(ano de interesse)
Nome do banco de dados: estimativa_dou_(ano).xls

Além dos indicadores utilizados para construção do ranking, a prevalência de atividade física da população foi obtida do VIGITEL e comparada com o resultado do ranking. Abaixo, a descrição de como as prevalências de atividade físicas foram obtidas:

 

Atividade física no lazer

Definição: neste indicador, foi utilizado o percentual da população que atinge as recomendações da saúde (≥150 minutos de atividade física na semana) durante o tempo de lazer, estratificado por sexo10.

Unidade de medida: percentual.

Valor recomendado: variável contínua.

Mensuração: foi obtido a prevalência da população que realiza ≥150 minutos de atividade física na semana.

FONTES DE DADO PARA ATIVIDADE FÍSICA
Fonte (ano): Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – Vigitel (2016).
Link: http://portalms.saude.gov.br/vigilancia-em-saude/indicadores-de-saude/vigilancia-de-fatores-de-risco-e-protecao-para-doencas-cronicas-por-inquerito-telefonico-vigitel
Acesso após link aberto: Relatórios completos e questionários > Vigitel 2016
Nome do banco de dados: Dados foram extraídos do arquivo pdf

 

Atividade física de deslocamento

Definição: neste indicador, foi utilizado o percentual da população que atinge as recomendações da saúde (≥150 minutos de atividade física na semana) durante o tempo de deslocamento (transporte), estratificado por sexo10.

Unidade de medida: percentual.

Valor recomendado: variável contínua.

Mensuração: foi obtido a prevalência da população que realiza ≥150 minutos de atividade física na semana.

FONTES DE DADO PARA ATIVIDADE FÍSICA
Fonte (ano): Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – Vigitel (2016).
Link: http://portalms.saude.gov.br/vigilancia-em-saude/indicadores-de-saude/vigilancia-de-fatores-de-risco-e-protecao-para-doencas-cronicas-por-inquerito-telefonico-vigitel
Acesso após link aberto: Relatórios completos e questionários > Vigitel 2016
Nome do banco de dados: Dados foram extraídos do arquivo pdf

 

Análise dos dados

Para apresentação dos resultados do ranking, os dados foram transformados em escore-Z para padronização dos indicadores, conforme a fórmula abaixo:

Z = X – X ̅ / DP

Legenda: “x” é o valor do indicador; “x ̅ ” é a média do indicador e DP é o desvio padrão do indicador.

Os escores-z dos indicadores de homicídios por armas de fogo, homicídio de mulheres e óbitos em acidentes de trânsito foram multiplicados por “-1” para garantir que os menores índices destas categorias representassem a melhor posição destes indicadores em relação a maiores níveis de atividade física.

Na sequência, foi calculado a média dos escores-z de cada domínio e o ranking final foi composto pela média das médias dos escores-z dos domínios.

Análises adicionais foram realizadas para os dados da prevalência de atividade física. Com o objetivo de identificar as desigualdades entre os sexos, foi calculada a diferença das prevalências entre os sexos, conforme a fórmula abaixo (esse cálculo não interfere nas posições do ranking em si):

∆ = x-y

Legenda: “x” é a prevalência de atividade física dos homens; y é prevalência de atividade física das mulheres.

 

Resultados do ranking geral

Os resultados do ranking indicam que a capital mais amiga da atividade física foi a cidade de São Paulo – SP (primeiro lugar), seguida pelas cidades de Belo Horizonte – MG (segundo lugar) e Vitória – ES (terceiro lugar). Em contrapartida, a cidade que apresentou o pior índice no ranking foi Porto Velho – RO (QUADRO 1).

As capitais foram classificadas de acordo com as regiões do Brasil. Com isto, os resultados mostraram que as cidades que ficaram em primeiro lugar de acordo com a sua região foram: Goiânia – GO (Centro-Oeste); Natal – RN (Nordeste); Palmas – TO (Norte); São Paulo – SP (Sudeste) e Curitiba – PR (Sul). (QUADRO 2)

O porte das cidades também foi considerado para apresentação dos resultados do ranking. Ao considerar as cidades entre 100 e 500 mil habitantes, a capital com o melhor índice no ranking foi Vitória – ES. Para as cidades que possuem entre 500 mil e 1 milhão de habitantes, a cidade de Natal – RN foi a melhor colocada. A cidade de Curitiba – PR teve o melhor índice das cidades que têm entre 1 e 2 milhões de habitantes. E por fim, para as cidades com mais de 2 milhões de habitantes, São Paulo – SP foi a melhor classificada (QUADRO 3).

Em relação às prevalências dos níveis de atividade física, as cidades que apresentaram maior percentual da população cumprindo com as recomendações de prática de atividade física no tempo de lazer foram Brasília – DF (46,2% – décimo lugar no ranking), Vitória – ES (45,1% – terceiro lugar no ranking) e Palmas (44,9% – sétimo lugar no ranking). Este resultado mostrou que as capitais com maior prevalência de atividade física no lazer estavam entre as 10 primeiras colocadas no ranking.

Por outro lado, São Paulo – SP foi a cidade com a menor prevalência de atividade física no lazer (32,4% – primeiro lugar no ranking), porém foi a primeira colocada no ranking. Contudo, ao olhar os resultados para o cumprimento das recomendações de atividade física como forma de deslocamento, São Paulo – SP ocupou a segunda maior prevalência (16,9%). A capital com maior prevalência de adultos ativos fisicamente no deslocamento foi o Rio de Janeiro – RJ (17,1% – quinto lugar no ranking) e em terceiro lugar, Florianópolis – SC (16,2% – nono lugar no ranking) (TABELA 1).

Para as desigualdades nos níveis de atividade física, de maneira geral as pesquisas têm identificado que os homens são mais ativos quando comparados as mulheres. Os resultados apresentados neste relatório mostraram que, no tempo de lazer, em todas as capitais os homens foram mais ativos quando comparado as mulheres. As capitais que apresentaram maior percentual de desigualdade indicado pela diferença na prevalência de atividade física de homens em relação às mulheres foram: Florianópolis – SC (21,9%), São Luís – MA (21,6%) e Salvador – BA (20,5%). Já a cidade de Aracaju – SE foi a que apresentou menor desigualdade (7,7%).

Quando a atividade física foi analisada como forma de deslocamento, as desigualdades foram menores comparadas ao tempo de lazer. Ainda assim, em 19 das 27 capitais, os homens também foram mais ativos do que as mulheres. As capitais que apresentaram maior desigualdade foram: Macapá – AP (7,8%), Belém – PA (5,1%) e Aracaju – SE (4,7%). A cidade de Natal – RN foi a única que não apresentou diferença nas prevalências de atividade física no tempo de deslocamento entre homens e mulheres. E por fim, em sete capitais as mulheres foram mais ativas do que os homens no tempo de deslocamento. Foram elas: Poro Alegre – RS (0,6%), Porto Velho – RO (1,1%), Maceió – AL (1,7%), Belo Horizonte – MG (2,4%), Goiânia – GO (2,8%), Manaus – AM (3,2%) e Florianópolis – SC (5,8%).

QUADRO 1. RESULTADO GERAL DO RANKING

Posição

Município (UF)

Escore Z

1o

São Paulo (SP)

1,15

2o

Belo Horizonte (MG)

0,88

3o

Vitoria (ES)

0,64

4o

Curitiba (PR)

0,57

5o

Rio De Janeiro (RJ)

0,55

6o

Porto Alegre (RS)

0,39

7o

Palmas (TO)

0,37

8o

Goiânia (GO)

0,35

9o

Florianópolis (SC)

0,29

10o

Brasília (DF)

0,09

11o

Natal (RN)

0,09

12o

Teresina (PI)

0,09

13o

Aracaju (SE)

0,06

14o

Recife (PE)

0,05

15o

Campo Grande (MS)

0,01

16o

Cuiabá (MT)

0,01

17o

Fortaleza (CE)

0,00

18o

Salvador (BA)

-0,05

19o

João Pessoa (PB)

-0,17

20o

Boa Vista (RR)

-0,33

21o

Manaus (AM)

-0,42

22o

São Luís (MA)

-0,43

23o

Maceió (AL)

-0,66

24o

Belém (PA)

-0,67

25o

Rio Branco (AC)

-0,90

26o

Macapá (AP)

-0,91

27o

Porto Velho (RO)

-1,07

 

QUADRO 2. MELHORES POSIÇÕES NO RANKING POR REGIÃO

CENTRO-OESTE

Goiânia – GO  (8o)

NORDESTE

Natal – RN (11o)

NORTE

Palmas – TO (7o)

SUDESTE

São Paulo – SP (1o)

SUL

Curitiba – PR (4o)

 

QUADRO 3. MELHORES POSIÇÕES NO RANKING POR PORTE DE MUNICÍPIO

100 A 500 MIL HABITANTES

Vitória – ES (3o)

 > 500 MIL A 1 MILHÃO DE HABITANTES

Natal – RN (11o)

> 1 MILHÃO A 2 MILHÕES DE HABITANTES

Curitiba – PR (4o)

> 2 MILHÕES DE HABITANTES

São Paulo – SP (1o)

 

TABELA 1. PREVALÊNCIA E DESIGUALDADES NOS NÍVEIS DE ATIVIDADE FÍSICA

MUNICÍPIO

ESCORE Z_DOMÍNIOS

PREVALÊNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA (%)

DESIGUALDADES*

LAZER

DESLOCAMENTO

LAZER

DESLOCAMENTO

Total

Homem

Mulher

Total

Homem

Mulher

São Paulo

1,15

32,4

42,8

23,4

16,9

18,7

15,3

19,4

3,4

Belo Horizonte

0,88

40,7

45,4

36,7

14,6

13,6

15,5

8,7

-1,9

Vitoria

0,64

45,1

53,9

37,6

14,9

16,9

13,1

16,3

3,8

Curitiba

0,57

39,3

45,2

34,2

14,0

14,6

13,5

11,0

1,1

Rio De Janeiro

0,55

38,9

48,6

30,8

17,1

18,9

15,6

17,8

3,3

Porto Alegre

0,39

33,4

44,2

24,5

12,9

12,6

13,1

19,7

-0,5

Palmas

0,37

44,9

51,4

39,0

8,1

9,3

7

12,4

2,3

Goiânia

0,35

41,5

46,4

37,3

9,8

8,7

10,9

9,1

-2,2

Florianópolis

0,29

42,1

53,6

31,7

16,2

13,8

18,3

21,9

-4,5

Teresina

0,09

38,1

45,3

32,2

10,4

11,7

9,4

13,1

2,3

Brasília

0,09

46,2

54,0

39,4

10,9

11,6

10,3

14,6

1,3

Natal

0,09

39,3

48,8

31,3

11,4

11,4

11,4

17,5

0,0

Aracaju

0,06

40,2

44,4

36,7

11,3

13,9

9,2

7,7

4,7

Recife

0,05

37,1

48,2

28,2

14,1

16

12,7

20,0

3,3

Campo Grande

0,01

38,9

47,6

31,1

9,9

12,0

8,0

16,5

4,0

Cuiabá

0,01

37,7

45,2

30,8

9,3

9,8

9,0

14,4

0,8

Fortaleza

0,00

38,9

47,5

31,7

11,2

12,7

10

15,8

2,7

Salvador

-0,05

38,0

49,2

28,7

15,3

16

14,7

20,5

1,3

João Pessoa

-0,17

35,7

42,9

29,8

11,2

11,5

11

13,1

0,5

Boa Vista

-0,33

40,2

44,8

35,8

9,6

11,1

8,2

9,0

2,9

Manaus

-0,42

37,2

45,5

29,5

13,1

11,8

14,3

16,0

-2,5

São Luís

-0,43

37,9

49,8

28,2

13,6

14,6

12,7

21,6

1,9

Maceió

-0,66

38,1

46,7

31,1

13,0

12,3

13,6

15,6

-1,3

Belém

-0,67

39,3

49,0

31,2

16,0

18,7

13,6

17,8

5,1

Rio Branco

-0,90

37,1

44,8

30,1

11,4

11,7

11,1

14,7

0,6

Macapá

-0,91

43,6

49,8

37,8

14,6

18,6

10,8

12,0

7,8

Porto Velho

-1,07

38,3

44,5

31,6

10,4

10

10,9

12,9

-0,9

* “Desigualdades” refere-se a diferença entre as prevalências de atividade física de homens e mulheres no lazer e deslocamento; ∆ é a diferença entre homem e mulher. A tabela esta ordenada pelo escore do ranking.

 

QUADRO 4. ESCORE Z DOS INDICADORES DE ACORDO COM OS DOMÍNIOS

MUNICÍPIO

ESCORE Z_GERAL

ESCORE Z_DOMÍNIOS

ACESSO A ESPAÇOS DE LAZER

ACESSO AO TRANSPORTE PÚBLICO

FORMA/DESENHO URBANO

ESTRUTURA VIÁRIA PARA ATIVIDADE FÍSICA

TRÂNSITO E CRIMINALIDADE

AVP

IEH

ESCORE Z

BUS_GERAL_2016

DP_2017

DR

DC

ESCORE Z

CVP

PVP

IVP

ESCORE Z

T_HAF_2014

T_HM_2013

T_OAT_2011

ESCORE Z

Aracaju

0,03

0,06

-0,05

-0,35

-0,20

0,41

0,30

0,22

-0,44

0,02

1,10

0,51

0,54

0,71

-0,78

0,49

-1,62

-0,64

Belém

-0,61

-0,67

-1,56

-1,00

-1,28

-0,70

-0,50

-0,54

-1,13

-0,72

-0,83

-0,92

-0,60

-0,78

-0,30

-0,72

1,44

0,14

Belo Horizonte

0,94

0,88

1,11

0,09

0,60

0,71

1,75

1,85

0,91

1,51

1,38

1,20

0,89

1,16

0,33

0,71

0,29

0,45

Boa Vista

-0,36

-0,33

-0,45

2,03

0,79

-0,75

-0,97

-0,97

-0,95

-0,96

-2,53

0,34

0,25

-0,65

1,41

-1,38

-0,32

-0,10

Brasília

0,06

0,09

-0,91

-0,65

-0,78

0,69

-0,80

-0,82

0,09

-0,51

0,55

0,80

0,56

0,64

0,58

0,30

0,36

0,42

Campo Grande

0,11

0,01

1,70

-0,04

0,83

-1,01

-0,95

-0,95

-0,03

-0,64

0,01

-0,61

0,89

0,10

1,20

1,03

0,10

0,78

Cuiabá

-0,22

0,01

-0,79

-0,27

-0,53

1,72

-0,93

-0,92

0,48

-0,46

-0,19

-1,03

-0,45

-0,55

0,07

0,46

-0,84

-0,10

Curitiba

0,57

0,57

0,81

-0,02

0,40

0,69

0,59

0,63

1,82

1,02

-0,02

0,93

0,11

0,34

0,23

0,55

0,45

0,41

Florianópolis

0,29

0,29

-1,13

-0,94

-1,04

0,93

-0,73

-0,67

1,95

0,18

-0,24

0,46

0,49

0,24

1,30

1,30

0,75

1,12

Fortaleza

0,10

0,00

0,76

-0,32

0,22

-0,75

2,01

1,76

-0,38

1,13

0,83

0,58

0,52

0,64

-2,30

-1,73

0,24

-1,26

Goiânia

0,26

0,35

1,40

-0,43

0,48

0,77

-0,27

-0,25

0,86

0,11

1,12

1,20

1,09

1,13

-0,61

-0,67

-1,03

-0,77

João Pessoa

-0,16

-0,17

0,91

0,09

0,50

-0,54

0,39

0,28

-0,44

0,08

0,48

-1,02

0,72

0,06

-1,27

-1,77

0,25

-0,93

Macapá

-0,80

-0,91

0,37

-0,98

-0,31

-1,87

-0,96

-0,97

-1,16

-1,03

-1,71

-1,53

-1,44

-1,56

0,53

0,13

0,04

0,23

Maceió

-0,57

-0,66

-0,02

-0,51

-0,27

-1,42

-0,26

-0,31

-0,85

-0,47

0,23

-1,20

0,17

-0,26

-1,87

-0,87

0,08

-0,89

Manaus

-0,46

-0,42

-1,49

-0,48

-0,98

0,07

-0,92

-0,94

-1,27

-1,04

-0,86

0,56

-1,11

-0,47

0,24

-0,02

0,72

0,32

Natal

0,18

0,09

-0,57

0,76

0,09

-0,44

0,91

0,81

-0,22

0,50

0,30

0,00

0,36

0,22

-0,80

-0,05

1,11

0,08

Palmas

0,07

0,37

0,98

0,49

0,74

2,01

-0,94

-0,95

-0,02

-0,64

-0,47

0,15

0,73

0,13

1,08

-0,74

-1,50

-0,39

Porto Alegre

0,44

0,39

1,11

-0,64

0,23

0,18

0,09

0,30

1,93

0,77

0,52

0,46

-0,43

0,18

-0,19

0,90

1,12

0,61

Porto Velho

-1,22

-1,07

-0,77

-0,59

-0,68

-0,38

-0,98

-0,98

-0,71

-0,89

-1,29

-2,37

-3,75

-2,47

0,28

-0,98

-2,08

-0,93

Recife

0,23

0,05

0,13

-0,73

-0,30

-0,80

1,70

1,63

-0,22

1,04

0,39

-0,07

0,36

0,23

0,06

0,95

-0,70

0,11

Rio Branco

-0,81

-0,90

-1,93

2,19

0,13

-1,98

-0,97

-0,98

-1,02

-0,99

-1,88

-1,87

-1,00

-1,59

0,61

-0,78

-0,07

-0,08

Rio De Janeiro

0,63

0,55

0,57

-0,86

-0,15

0,45

0,96

1,24

0,08

0,76

0,98

0,73

-0,45

0,42

1,17

1,42

1,27

1,29

Salvador

0,02

-0,05

-0,80

0,11

-0,34

-0,36

0,54

0,56

-0,65

0,15

-0,22

0,54

-0,03

0,10

-0,13

-0,41

1,11

0,19

São Luís

-0,49

-0,43

-1,11

-0,99

-1,05

0,27

-0,52

-0,58

-0,84

-0,65

-0,10

-0,46

0,19

-0,13

-1,69

-0,02

-0,01

-0,58

São Paulo

1,18

1,15

0,75

0,02

0,39

1,37

1,87

1,89

1,17

1,64

1,33

1,08

0,39

0,93

1,37

1,67

1,27

1,44

Teresina

-0,01

0,09

0,65

1,34

0,99

0,26

-0,77

-0,79

-0,55

-0,70

0,26

0,29

-0,10

0,15

-0,30

1,39

-1,86

-0,26

Vitoria

0,59

0,64

0,34

2,67

1,51

0,48

0,36

0,45

1,58

0,80

0,84

1,28

1,09

1,07

-0,24

-1,16

-0,57

-0,66

 

QUADRO 5. INDICADORES COM SUAS UNIDADES DE MEDIDAS ORIGINAIS DE ACORDO COM OS DOMÍNIOS

Município

ACESSO A ESPAÇOS DE LAZER

ACESSO AO TRANSPORTE PÚBLICO

FORMA/DESENHO URBANO

ESTRUTURA VIÁRIA PARA ATIVIDADE FÍSICA

TRÂNSITO E CRIMINALIDADE

DESIGUALDADES NOS NÍVEIS DE ATIVIDADE FÍSICA

AVP

IEH

BUS_GERAL_2016

DP_2017

DR

DC

CVP

PVP

IVP

T_HAF_2014

T_HM_2013

T_OAT_2011

NAFL1

NAFL2

NAFL3

NAFD1

NAFD2

NAFD3

DAFL

DAFD

Aracaju

56,6

6,7

557,7

3574,8

1084,7

2469,9

88,2

88,5

97,4

50,2

2,6

50,0

40,2

44,4

36,7

11,3

13,9

9,2

7,7

4,7

Belém

22,3

0,1

415,7

1370,8

400,9

1443,1

50,9

69,2

93,2

41,2

3,9

10,8

39,3

49

31,2

16

18,7

13,6

17,8

5,1

Belo Horizonte

82,7

11,3

597,4

7615,5

2557,1

4482,1

93,7

97,9

98,7

29,3

2,4

25,5

40,7

45,4

36,7

14,6

13,6

15,5

8,7

-1,9

Boa Vista

47,5

31,2

408,7

58,4

15,5

1718,0

18,1

86,2

96,3

9,2

4,5

33,4

40,2

44,8

35,8

9,6

11,1

8,2

9

2,9

Brasília

36,9

3,6

594,4

525,9

148,3

3263,6

77,6

92,5

97,4

24,7

2,8

24,6

46,2

54

39,4

10,9

11,6

10,3

14,6

1,3

Campo Grande

96,3

10,0

375,4

108,0

35,0

3085,9

67,2

73,4

98,7

13,0

2,0

28,0

38,9

47,6

31,1

9,9

12

8

16,5

4

Cuiabá

39,6

7,5

726,9

179,3

58,9

3839,3

63,4

67,8

93,7

34,2

2,6

40,1

37,7

45,2

30,8

9,3

9,8

9

14,4

0,8

Curitiba

76,1

10,1

594,5

4386,7

1459,4

5838,3

66,6

94,3

95,8

31,3

2,5

23,5

39,3

45,2

34,2

14

14,6

13,5

11

1,1

Florianópolis

32,0

0,6

625,0

719,3

288,4

6019,9

62,3

87,9

97,2

11,3

1,8

19,7

42,1

53,6

31,7

16,2

13,8

18,3

21,9

-4,5

Fortaleza

74,8

7,1

408,6

8343,1

2476,0

2559,5

83,0

89,6

97,3

78,8

4,9

26,1

38,9

47,5

31,7

11,2

12,7

10

15,8

2,7

Goiânia

89,3

5,9

605,1

2011,6

662,7

4398,5

88,6

97,9

99,4

47,0

3,8

42,4

41,5

46,4

37,3

9,8

8,7

10,9

9,1

-2,2

João Pessoa

78,4

11,2

435,4

3837,8

1144,9

2469,8

76,3

67,8

98,1

59,4

4,9

26,1

35,7

42,9

29,8

11,2

11,5

11

13,1

0,5

Macapá

66,0

0,2

264,4

73,0

16,3

1401,9

33,8

61,0

90,0

25,7

3,0

28,7

43,6

49,8

37,8

14,6

18,6

10,8

12

7,8

Maceió

57,1

5,1

323,0

2019,7

614,1

1866,1

71,5

65,5

96,0

70,6

4,0

28,2

38,1

46,7

31,1

13

12,3

13,6

15,6

-1,3

Manaus

23,9

5,3

514,7

186,8

45,2

1235,2

50,4

89,3

91,3

31,0

3,1

20,0

37,2

45,5

29,5

13,1

11,8

14,3

16

-2,5

Natal

44,7

18,1

449,4

5292,1

1619,5

2796,1

72,7

81,7

96,7

50,7

3,2

15,0

39,3

48,8

31,3

11,4

11,4

11,4

17,5

0

Palmas

79,9

15,4

764,0

129,2

33,9

3091,0

57,8

83,7

98,1

15,4

3,9

48,4

44,9

51,4

39

8,1

9,3

7

12,4

2,3

Porto Alegre

82,7

3,7

528,1

2989,7

1157,3

6000,9

77,0

87,9

93,8

39,2

2,2

14,9

33,4

44,2

24,5

12,9

12,6

13,1

19,7

-0,5

Porto Velho

40,0

4,3

456,8

15,2

3,8

2061,3

42,1

49,5

81,5

30,4

4,1

56,0

38,3

44,5

31,6

10,4

10

10,9

12,9

-0,9

Recife

60,5

2,8

403,0

7479,1

2358,0

2800,5

74,5

80,7

96,7

34,4

2,1

38,2

37,1

48,2

28,2

14,1

16

12,7

20

3,3

Rio Branco

13,8

32,9

249,8

43,4

12,1

1603,6

30,6

56,4

91,7

24,2

3,9

30,1

37,1

44,8

30,1

11,4

11,7

11,1

14,7

0,6

Rio De Janeiro

70,5

1,5

563,3

5432,8

2007,2

3239,3

85,9

91,6

93,7

13,8

1,6

12,9

38,9

48,6

30,8

17,1

18,9

15,6

17,8

3,3

Salvador

39,5

11,5

458,7

4263,7

1389,5

2158,9

62,7

89,0

95,3

38,0

3,5

15,0

38

49,2

28,7

15,3

16

14,7

20,5

1,3

São Luís

32,3

0,2

539,6

1308,0

366,1

1877,6

64,9

75,4

96,1

67,4

3,1

29,4

37,9

49,8

28,2

13,6

14,6

12,7

21,6

1,9

São Paulo

74,8

10,5

682,0

7959,3

2585,9

4866,1

92,6

96,4

96,8

9,9

1,4

13,0

32,4

42,8

23,4

16,9

18,7

15,3

19,4

3,4

Teresina

72,3

24,1

539,4

610,8

181,6

2303,7

72,0

85,7

95,0

41,2

1,7

53,1

38,1

45,3

32,2

10,4

11,7

9,4

13,1

2,3

Vitoria

65,4

37,8

566,8

3761,7

1290,2

5481,4

83,2

99,0

99,4

40,0

4,3

36,6

45,1

53,9

37,6

14,9

16,9

13,1

16,3

3,8

 

PARA LEITURA DOS QUADROS 4 E 5, UTILIZAR A LEGENDA ABAIXO

Título da coluna Nome das variáveis Ano de referência utilizado
Município Nome do Município 2015
AVP Arborização de Vias Públicas 2010
IEH Instalações esportivas por 100 mil habitantes 2016
BUS_GERAL_2016 Quantidade de ônibus e micro-ônibus por 100 mil habitantes 2016
DP_2017 Densidade Populacional (projeção 2017) 2010/2017
DR Densidade Residencial 2010
DC Densidade Comercial por 100 mil habitantes 2015
IVP Iluminação de Vias Públicas 2010
CVP Calçadas em Vias Públicas 2010
PVP Pavimentação de Vias Públicas 2010
T_HAF_2014 Taxa média de Homicídios por Armas de Fogo em 2014 por 100 mil habitantes 2014
T_HM_2013 Taxa média de Homicídios de Mulheres em 2013 por 100 mil habitantes 2013
T_OAT_2011 Taxa média de óbitos em acidente de trânsito em 2011 por 100 mil habitantes 2011
NAFL1 Prevalência do nível de atividade física no lazer – total 2016
NAFL2 Prevalência do nível de atividade física no lazer – homens 2016
NAFL3 Prevalência do nível de atividade física no lazer – mulheres 2016
NAFD1 Prevalência do nível de atividade física no deslocamento – total 2016
NAFD2 Prevalência do nível de atividade física no deslocamento – homens 2016
NAFD3 Prevalência do nível de atividade física no deslocamento – mulheres 2016
DAFL Diferença na prevalência dos níveis de AF no lazer (homens-mulheres) 2016
DAFD Diferença na prevalência dos níveis de AF no deslocamento (homens-mulheres) 2016

 

Referências

1. Giles-corti B, Vernez-Moudon A, Reis R, Turrell G, Dannenberg AL, Badland H, et al. City planning and population health: a global challenge. Lancet. 2016;6736(16):1–13.
2. Caspersen CJ, Powell KE, Christenson GM. Physical activity, exercise, and physical fitness: definitions and distinctions for health-related research. Public Health Rep. 1985;100(2):126–31.
3. IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa de orçamentos familiares 2008-2009: antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil. Rio de Janeiro; 2010.
4. IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Estatísticas do Cadastro Central de Empresas. Rio de Janeiro, RJ; 2015.
5. Field A. Descobrindo a Estatística usando o SPSS. 2a ed. Porto Alegre, RS: Artmed; 2009. 688 p.
6. IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Perfil dos Estados e dos municipios brasileiros – Esporte. 2016.
7. Waiselfsz JJ. Mapa da violência 2016 Homicídios por armas de fogo no Brasil. Mapa da violência. 2016.
8. Waiselfisz JJ. Mapa da violência 2015 Homicídios de mulheres no Brasil. Brasília, DF; 2015.
9. Waiselfisz JJ. Mapa da violência 2013 Acidentes de Trânsito e Motocicletas. Rio de Janeiro, RJ; 2013.
10. Ministério da Saúde S de V em S. VIGITEL BRASIL 2016 Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Brasília, DF; 2017.