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Incontinência urinária: é possível conviver e prevenir os escapes

Manter hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e exercícios físicos, ajuda na prevenção

Por Abril Branded Content Atualizado em 18 jun 2021, 10h47 - Publicado em 22 jun 2021, 10h00

Às vezes, um simples espirro, uma tosse ou até uma risada já é suficiente para perceber que perdeu um pouco de urina. Quem convive com essa situação, a incontinência urinária, costuma ter diversos impactos emocionais, o que normalmente afeta a vida pessoal e profissional.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), os escapes de urina são duas vezes mais comuns no público feminino, atingindo cerca de 35% das mulheres com mais de 40 anos ou após a menopausa e 40% das gestantes. No Brasil, eles afetam a vida de mais de 10 milhões de pessoas, e no mundo, aproximadamente 5% da população.

Apesar de comum e de haver alternativas tanto para prevenir como para amenizar ou tratar a condição, a verdade é que, por vergonha ou por falta de informações a respeito, muita gente se cala, sofre e deixa de procurar ajuda profissional.

Tem incontinência ou conhece alguém que convive com essa condição? Então confira as respostas para os principais questionamentos sobre o assunto. Afinal, é esclarecendo dúvidas, desconstruindo preconceitos e falando abertamente sobre esses escapes que todos poderão ter mais conhecimento sobre o assunto e buscar as soluções mais adequadas para sua realidade, vivendo com mais tranquilidade e qualidade de vida.

O que é a incontinência urinária?

Incontinência urinária é a perda involuntária de urina, uma consequência da falta de controle sobre a bexiga por disfunção na musculatura que a sustenta dentro do corpo. Podem ocorrer desde pequenos escapes em forma de gotinhas de xixi que chegam a molhar a roupa íntima até perdas mais intensas.

Quais os principais tipos?

Existem três tipos de incontinência urinária.

– Incontinência por esforço, que ocorre quando a perda involuntária da urina é provocada pelo aumento da pressão sobre a região do abdômen – por exemplo quando a pessoa tosse, ri, pratica exercícios e até durante a relação sexual.

– Incontinência por urgência, que tem como sintoma a vontade repentina de fazer xixi e a incapacidade de controlar a bexiga até chegar ao banheiro mais próximo. Esse tipo é relacionado à hiperatividade do músculo detrusor, responsável por regular as contrações da bexiga.

– Incontinência mista, que é provocada tanto por esforço como por urgência.

Quais as causas da incontinência urinária?

Existem diversos motivos. Genética, sobrepeso, gravidez, bexiga hiperativa, enfraquecimento do períneo etc. Porém eles ocorrem principalmente quando o organismo passa por alterações, como na gravidez, após o parto ou na menopausa, e quando há sobrepeso ou obesidade, o que provoca o aumento da pressão sobre a bexiga e pode levar à perda involuntária de urina.

Além disso, doenças crônicas, como diabetes, hipertensão tratada com diuréticos, esclerose múltipla ou Parkinson, infecções na bexiga ou na uretra, e a hiperatividade na bexiga, provocada pela ingestão de determinados alimentos e bebidas, como álcool e café, também provocam o problema.

Com o avançar da idade, as alterações hormonais – como a redução do estrogênio – podem ocasionar perda de força do assoalho pélvico. Quando estão associadas a outras comorbidades comuns da idade, como diabetes, hipertensão, aumento do peso, sedentarismo, e a todos os fatores de risco citados anteriormente, a chance de as perdas de urina surgirem é muito grande.

Há hábitos que favorecem o desenvolvimento da incontinência e devem ser evitados?

“Sim. Muitas vezes, alguns hábitos que pensamos ser inofensivos geram prejuízos enormes à nossa bexiga quando praticados constantemente. Por exemplo, segurar o xixi por muito tempo ou, ao contrário, fazer xixi a toda hora; não beber água; consumir açúcar, carboidratos, refrigerantes, cítricos e álcool em excesso; e fumar. O aumento de peso, principalmente quando relacionado à obesidade ou a outras doenças metabólicas, assim como a infecção urinária de repetição e o excesso de estresse, ansiedade ou depressão, também podem provocar escapes de urina”, explica a dra. Yasmin Xavier, fisioterapeuta pélvica e idealizadora do Instagram @falando.da.gina.

Há diferentes níveis de incontinência?

Sim. Segundo os médicos, existem basicamente três graus de perda urinária:

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– Leve: quando os escapes ocorrem ocasionalmente e em pequena quantidade.

– Moderado: a perda de urina acontece frequentemente e em quantidade moderada. Nesse caso, já é preciso utilizar algum forro ou produtos para barrar o incômodo.

– Intenso: os escapes são frequentes e em grande quantidade, capazes de gerar vazamentos. Essa situação pode gerar grande constrangimento e, sem o uso de produtos adequados, prejudicar a vida pessoal e social.

É importante destacar que a gravidade da incontinência depende não somente do volume de xixi escapado, mas do quanto a pessoa percebe sua vida prejudicada pela doença.

Quais são os principais tratamentos?

É importante passar por uma avaliação médica para diagnosticar qual o tipo de incontinência e, consequentemente, indicar o tratamento mais adequado. As possibilidades são:

– Reabilitação funcional: a partir da fisioterapia pélvica, é possível que você recupere o controle da sua bexiga e de toda a musculatura do assoalho pélvico. É o primeiro tratamento a ser realizado para a incontinência e oferece altíssimas chances de cura. Além disso, associar a fisioterapia com atividades físicas moderadas e um acompanhamento médico é essencial.

Tratamento médico: envolve orientações técnicas, como a modificação de comportamento, a micção programada, o treinamento da bexiga e alterações simples no estilo de vida, a adoção de uma dieta balanceada e a distribuição do consumo de líquidos ao longo do dia. Pode incluir, ainda, o uso de medicamentos (geralmente da classe de anticolinérgicos) ou a reposição de estrogênio se o tratamento anterior falhar.

– Tratamento cirúrgico: existem diversas técnicas cirúrgicas, a mais utilizada atualmente é a cirurgia de sling, na qual se coloca um suporte para restabelecer e reforçar os ligamentos que sustentam a uretra e promover seu fechamento durante o esforço. É realizado somente em último caso, quando nenhum tratamento anterior funcionou.

Como prevenir ou reduzir a perda urinária?

Segundo a dra. Yasmin, é indispensável adotar hábitos que ajudem a prevenir esse sintoma. “Por exemplo, seguir uma alimentação equilibrada, praticar 150 minutos de atividades físicas moderadas por semana, realizar consultas anuais com fisioterapeuta pélvico, ter hábitos urinários adequados e indicados por fisioterapeuta, cuidar da saúde mental e manter sempre a higiene íntima correta para evitar infecções.”

O que é a fisioterapia pélvica? Ela ajuda na prevenção da incontinência? 

São exercícios criados para fortalecer o seu assoalho pélvico. Mas, primeiro, é importante entender que o assoalho pélvico é, na verdade, uma rede de músculos localizada na região íntima e responsável por sustentar a bexiga, o intestino e o útero. Sua função é controlar o funcionamento de todos esses órgãos, por isso ele está diretamente ligado à capacidade de controlar a urina.

“Quando uma pessoa perde xixi, logo pensamos em alguma disfunção do assoalho pélvico. Ele pode estar tão fraco que o xixi escapa ou tão tenso que nem funciona direito. Independentemente do que está acontecendo com essa musculatura, por meio da fisioterapia pélvica é possível identificar o problema e realizar exercícios para devolver a função do seu assoalho pélvico e, consequentemente, da sua bexiga e, assim, corrigir essa disfunção”, explica a dra. Yasmin, que alerta: você sempre precisa do acompanhamento de um fisioterapeuta para aprender a fazer os exercícios. Afinal, sem ajuda, como vai saber quais os exercícios corretos para você?

Para ajudar mulheres a viver com mais autoestima, saúde, bem-estar físico e mental em qualquer momento da vida, Plenitud, marca de produtos para incontinência urinária da Kimberly-Clark, lança o projeto Treino VIVA + Mulher By Plenitud, com aulas inovadoras para exercitar a musculatura da região pélvica, ajudando a falar sobre a condição de forma aberta e sem estigma.

Desenvolvidas por quatro especialistas (dra. Yasmin Xavier, fisioterapeuta; dra. Andrea Menezes, ginecologista; Cau Saad, professora de educação física; e Beth Pedote, professora de yoga), as aulas cocriadas são focadas em exercícios que auxiliam na prevenção dos escapes leves e moderados.

O making of e os vídeos estão no site e Youtube de Plenitud. Pronta para malhar?

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