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Vacinação contra sarampo e pólio atinge 51% do público-alvo após Dia D

A campanha nacional contra essas doenças está chegando ao fim. E muitas crianças que devem tomar a vacina ainda não foram aos postos de saúde

O Ministério da Saúde informou que 51% das crianças de 1 ano a menores de 5 foram vacinadas contra poliomielite e sarampo após o Dia D da campanha nacional, realizado no dia 18 de agosto. No total, mais de 11,4 milhões de doses das vacinas contra essas duas doenças foram aplicadas até a segunda-feira, dia 20. Esse é um resultado positivo?

A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças, independentemente da situação vacinal delas. A campanha vai até o dia 31 de agosto. Temos, portanto, um bom caminho a percorrer.

Ainda assim, segundo comunicado do Ministério da Saúde, o país avançou significativamente para cumprir seu objetivo. Cabe lembrar que, independentemente da campanha, as vacinas contra sarampo e pólio ficam disponíveis nos postos de saúde o ano inteiro, para crianças e adultos não imunizados corretamente.

O esforço atual, na verdade, serve para bloquear o avanço dos surtos que estão ameaçando o Brasil. E impedir que os casos observados fora do país, como na Europa, cheguem com força por aqui.

Entre os estados com melhor cobertura vacinal neste momento estão: Rondônia, com 85% para a pólio e 83% para o sarampo e Amapá (76% para ambas as encrencas). Rio de Janeiro, com 29% do público-alvo vacinado para pólio e 31% para sarampo, é o estado com pior cobertura.

Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas. Até o dia 14 de agosto, foram confirmados 910 casos no Amazonas e 5 630 continuam em investigação. Já em Roraima, foram 296 episódios confirmados, com outros 101 em avaliação.

Casos de sarampo nas Américas

O número de diagnósticos de sarampo na região das Américas mais que dobrou em um mês. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), 11 países do continente notificaram 5 004 casos confirmados da doença em 2018: Antígua e Barbuda (1), Argentina (8), Brasil (1 237, incluindo seis mortes), Canadá (19), Colômbia (60), Equador (17), Estados Unidos (107), Guatemala (1), México (5), Peru (4) e Venezuela (3 545, incluindo 62 óbitos). Até 20 de julho, os mesmos países haviam confirmado 2 472 casos.

“Tendo em vista a velocidade de propagação da doença pela região, a Opas ampliou as recomendações que já vinham sendo feitas aos países. Entre elas, aumentar a cobertura vacinal e fortalecer a vigilância epidemiológica, a fim de aumentar a imunidade da população e detectar/responder rapidamente a casos suspeitos de sarampo”, informou a entidade, por meio de comunicado.

Com Agência Brasil.

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