Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Pressão alta na gravidez: novo diagnóstico será testado no Brasil

A pré-eclâmpsia é a principal causa de morte da mãe e do bebê em nosso país. Projeto vai validar um método que aumenta demais a taxa de detecção do problema

Por André Biernath Atualizado em 13 nov 2018, 11h03 - Publicado em 22 out 2018, 13h30

Por motivos ainda não elucidados pela ciência, cerca de 7% das gestantes brasileiras sofrem um quadro de hipertensão conhecido pelo nome de pré-eclâmpsia. Esse aumento da pressão arterial representa um perigo dos grandes, está relacionado a quadros convulsivos e até pode provocar a morte da criança ou da mulher.

Apesar de ser uma condição bastante comum, as ferramentas de diagnóstico disponíveis hoje são falhas. As diretrizes das entidades mais importantes do setor, caso da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, recomendam que o médico faça apenas uma avaliação da saúde da mulher levando em conta fatores como idade, peso, histórico familiar de pressão alta, diabetes, uso de alguma técnica de reprodução assistida (caso da fertilização in vitro) e presença de enfermidades autoimunes, como o lúpus e a síndrome antifosfolípide.

“A questão é que esse procedimento só consegue diagnosticar 40% dos casos de pré-eclâmpsia”, calcula o ginecologista e obstetra Fabrício da Silva Costa, professor da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto e da Universidade Monash, na Austrália. Isso significa que mais da metade das grávidas com níveis de pressão acima do normal não recebem os cuidados adequados a fim de manejar os riscos para si e para o bebê.

Um flagra mais veloz

A boa notícia é que já foi inventada uma maneira mais eficaz de avaliar a probabilidade de pré-eclâmpsia. “O novo teste foi criado na Inglaterra e alia vários parâmetros, como a história de saúde materna, a medida da pressão arterial, o ultrassom uterino e um exame que avalia a presença de uma substância chamada PLGF no sangue”, descreve Costa.

Todos esses dados são avaliados por um algoritmo de computador, que estima o risco de a gestante desenvolver o problema. A novidade amplia a taxa de detecção para 75% (ante, repetimos, 40% do método atual).

“Nós agora vamos investigar e adaptar esse teste para a realidade das mulheres brasileiras num trabalho que reunirá dez centros de pesquisa do país e 3 500 voluntárias”, informa o especialista. O projeto acabou de ser detalhado em uma palestra no Congresso Mundial de Ginecologia e Obstetrícia, que acontece essa semana na cidade do Rio de Janeiro. A expectativa é que o estudo se inicie em 2019 e seja concluído até 2021.

Se o risco de sofrer com a pré-eclâmpsia for alto, o profissional de saúde pode prescrever um tratamento com aspirina de baixa dose para prevenir a encrenca. Agora, se a doença já estiver instalada, é preciso lançar mão de drogas anti-hipertensivas e acompanhar de perto o crescimento fetal para determinar com exatidão o melhor momento de fazer o parto.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação confiável salva vidas. Assine Veja Saúde e continue lendo.

Impressa + Digital

Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Acesso ilimitado ao site da Veja Saúde, diariamente atualizado.

Blogs de médicos e especialistas.

Receba mensalmente Veja Saúde impressa mais acesso imediato às edições digitais no App, para celular e tablet.

a partir de R$ 14,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Acesso ilimitado ao site da Veja Saúde, diariamente atualizado.

Blogs de médicos e especialistas.

Acesso imediato ao app da Veja Saúde, com as edições digitais, para celular e tablet.

a partir de R$ 9,90/mês