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Pouco sono no pós-parto acelera o envelhecimento, diz estudo

Segundo os cientistas, a privação de sono nos primeiros seis meses repercute na idade biológica da mulher e pode prejudicar a saúde

Por Da Redação Atualizado em 17 ago 2021, 09h43 - Publicado em 13 ago 2021, 16h27

É preciso olhar com mais atenção para o descanso das mulheres no pós-parto. Essa é a conclusão de pesquisadores da Universidade da Califórnia (UCLA), nos Estados Unidos, depois de analisarem o DNA de 33 voluntárias durante a gravidez e também no primeiro ano de vida dos bebês. O objetivo era verificar qual a idade biológica delas – que nem sempre bate com a idade real, ou cronológica.

Foi aí que eles descobriram o seguinte: um ano depois do parto, as mulheres que dormiam menos de sete horas diárias aos seis meses de vida do filho eram de três a sete anos mais velhas biologicamente do que aquelas que descansavam por mais tempo do que isso.

A turma que dormia menos ainda apresentava telômeros menores. Essas estruturas ficam no final dos cromossomos e atuam como uma espécie de capa protetora do DNA. Estudos já mostraram que telômeros encurtados são associados a um maior risco de câncer, males cardíacos e outras doenças.

“A privação de sono nos primeiros meses do pós-parto pode ter efeitos duradouros na saúde”, apontou Judith Carroll, primeira autora do trabalho, em comunicado divulgado pela UCLA. “Nós temos uma gama de evidências de que dormir menos do que sete horas ao dia é prejudicial para a saúde e aumenta o risco de doenças relacionadas ao envelhecimento”, completou.

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A cientista ainda contou que, a cada hora adicional de repouso noturno, a idade biológica da mãe se mostrava menor. “Eu e muitos outros pesquisadores dessa área consideramos a qualidade do sono tão vital quanto fazer exercício e ter uma alimentação saudável”, disse.

Atrás do sono perdido

De olho nesses dados e na relevância do descanso para organismo como um todo, Carroll pediu que as novas mães aproveitem qualquer oportunidade para tirar um cochilo – um exemplo é acompanhar as sonecas diurnas do bebê. Ela também sugeriu aceitar o apoio de família e amigos e, claro, recrutar o parceiro para fazer um revezamento durante a noite ou ficar com a criança pela manhã. “Cuidar das suas necessidades de sono ajudarão você e seu bebê em longo prazo”, aconselhou.

A coautora da pesquisa também observou que é preciso melhorar o suporte para as mães de bebês pequenos – uma medida crucial seria aumentar o tempo de licença-paternidade, porque assim ambos poderiam compartilhar os cuidados com o recém-nascido.

Segundo as pesquisadoras, como o estudo não foi conduzido com uma quantidade tão significativa de mulheres, outras investigações são bem-vindas para entender melhor o impacto da privação de sono nas novas mães em longo prazo e também para analisar se o envelhecimento biológico é permanente ou reversível.

De qualquer maneira, encontrar maneiras de dormir melhor é sempre uma boa atitude.

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