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O Futuro do Diabetes Por Blog Carlos Eduardo Barra Couri é endocrinologista e pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), além de autor do livro O Futuro do Diabete (Ed. Abril). Aqui ele mapeia os cuidados e os avanços para o controle do problema

Vacinas para a Covid podem piorar a glicose de quem tem diabetes?

Essa foi uma das questões que surgiram em meio a tantas dúvidas sobre a vacinação contra o coronavírus. Nosso colunista destrincha o assunto

Por Carlos Eduardo Barra Couri 11 jan 2022, 16h04

Pessoas com diabetes possuem um maior risco de doenças respiratórias – tanto que há um calendário vacinal específico para esses pacientes. Falamos de quadros como gripe, resfriado, pneumonia e, mais recentemente, Covid-19.

Inclusive, durante a pandemia, ficou claro que o diabetes é um fator de pior prognóstico quando há infecção pelo coronavírus. Por isso, quem convive com a doença que desregula o açúcar no sangue é considerado prioritário na fila de vacinação.

Não custa lembrar que o conceito clássico das vacinas é mimetizar – com uma intensidade menor, claro – a infecção por determinado micro-organismo, gerando, assim, reações imune e inflamatória protetoras.

Mas, de forma nunca vista na medicina sanitária, muitas informações desencontradas foram disseminadas quanto aos benefícios e riscos das vacinas para Covid.

+ Leia também: Como agir após contato com alguém infectado por gripe ou Covid?

E, em 2021, pesquisadores das Universidades de Graz, Innsbruck e Bayreuth avaliaram uma das perguntas que surgiram: as vacinas contra o coronavírus seriam capazes de alterar a glicose de quem tem diabetes?

O trabalho incluiu 58 pessoas com diabetes tipo 1 e 16 indivíduos com diabetes tipo 2 em uso de insulina. Eles utilizavam monitor contínuo de glicose, que mapeia a substância da pele 24 horas por dia.

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Todos foram avaliados dois dias antes da primeira dose de vacina e até três dias depois. A maioria (87%) usou o imunizante da Pfizer. O restante recebeu injeção da AstraZeneca ou Moderna.

De maneira geral, não houve mudança no tempo em que os pacientes permaneceram no alvo de glicose nem se verificou aumento da média de glicose ou no risco de hipoglicemia com as vacinas. Não foi observada nem mesmo uma maior variação da glicose ou da dose de insulina nos dias próximos à vacinação.

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O único ponto que chamou a atenção foi especificamente no subgrupo de pessoas com diabetes tipo 1 que tiveram efeitos colaterais da vacina, como dor no local da injeção, febre, dores no corpo e dores de cabeça. Nesse pessoal, pôde-se ver um aumento transitório da glicose.

De qualquer maneira, isso está longe de ser preocupante ou motivo de contraindicação da vacina em pessoas com diabetes. Trata-se apenas de um acontecimento que pode ser previsto e comunicado àqueles que têm a doença e vão se vacinar.

Apenas a título de curiosidade: diferentemente da vacina, a infecção pelo Sars-CoV-2 pode trazer grandes elevações de glicose, aumentando a probabilidade de um quadro dramático chamado cetoacidose diabética, em que o paciente necessita de cuidados de UTI e chega até a correr risco de vida.

Dito isso, quer um conselho de quem tem a vida toda voltada para o estudo e o atendimento de pessoas com diabetes? Vacine-se contra a Covid-19.

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