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O Futuro do Diabetes Por Blog Carlos Eduardo Barra Couri é endocrinologista e pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), além de autor do livro O Futuro do Diabete (Ed. Abril). Aqui ele mapeia os cuidados e os avanços para o controle do problema

Os riscos do coronavírus são iguais para todos os tipos de diabetes?

As estatísticas mostram que a Covid-19 é mais grave para pessoas com diabetes. Mas será que pacientes diferentes correm o mesmo risco nessa história?

Por Dr. Carlos Eduardo Barra Couri Atualizado em 20 jun 2020, 10h58 - Publicado em 7 abr 2020, 12h23

Há muitos anos sabemos que a elevação do açúcar no sangue, uma característica típica do diabetes, facilita ou predispõe a ocorrência de infecções. E elas podem ser causadas por vírus, bactérias ou fungos. Isso vale tanto para a gripe como para pneumonias e infecções de pele. E se aplica também ao novo coronavírus.

Hoje, os noticiários em todo o mundo apontam para um expressivo percentual de indivíduos com diabetes entre os casos graves de Covid-19. Por isso, muitos dos meus pacientes me ligam apavorados, julgando que pegar o coronavírus seja uma sentença de morte.

Mas será que o tipo de diabetes influencia esse desfecho? Primeiramente, é importante lembrar que existem vários tipos de diabetes. E o mais importante: pessoas diferentes com diabetes. As versões mais comuns são o diabetes tipo 1 e o tipo 2.

O tipo 1 é uma doença autoimune — o próprio sistema imunológico está por trás do problema — mais prevalente em crianças e adolescentes. O tipo 2 tende a aparecer com o avançar da idade e em pessoas acima do peso, com pressão alta, colesterol e triglicérides elevados…

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Ok, mas o que o tipo da doença teria a ver com o coronavírus? Não sabemos ainda se a gravidade seria maior em usuários de insulina ou aqueles que tomam medicações orais. Também é incerto se a gravidade da Covid-19 seria maior em pessoas com o tipo 2 o tipo 1 de diabetes. O que está mais claro é que as formas graves da infecção por coronavírus se manifestam em pacientes acima dos 60 anos.

Agora você pode me questionar: mas e se a pessoa com diabetes tem bom controle da glicose ao longo da vida? Se faz atividade física regular e mantém uma alimentação saudável? Se tem um acompanhamento médico satisfatório e faz exames e tratamento adequadamente? E se ela nunca teve uma sequela da doença, como insuficiência renal, problema cardíaco ou cegueira?

Apesar de ainda não termos as respostas científicas para todas as indagações, sinceramente acredito que os pacientes que tiveram um cuidado maior com sua saúde e melhor controle do diabetes ao longo da vida possuem menor risco de adquirir formas graves e complicações com a infecção por coronavírus.

Não podemos colocar todas as pessoas com diabetes no mesmo balaio e rotular todas como sendo de altíssimo risco. A única coisa que todo mundo com diabetes tem em comum (e não só eles) é o dever do isolamento social.

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