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O Futuro do Diabetes

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Carlos Eduardo Barra Couri é endocrinologista, pesquisador da USP de Ribeirão Preto e criador do Endodebate e do Diacordis. Aqui ele mapeia os cuidados e os avanços para o controle do diabetes
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Novo remédio para obesidade pode ser alternativa até à bariátrica

Injeção semanal chega a promover uma perda média de 15 quilos após um ano e meio de uso. Nosso colunista revela o que esperar dela

Por Carlos Eduardo Barra Couri
Atualizado em 18 fev 2021, 12h08 - Publicado em 16 fev 2021, 17h32

Boa notícia para o tratamento da obesidade, um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Um estudo publicado na prestigiada revista científica The New England Journal of Medicine traz dados animadores de um novo medicamento para o problema. A pesquisa, batizada de STEP-1, avaliou o efeito de uma injeção subcutânea semanal de um princípio ativo chamado semaglutida (2,4 mg).

A semaglutida, originalmente prescrita para o diabetes, imita um hormônio produzido naturalmente pelo nosso intestino, o GLP-1, que, entre outras funções, diminui o apetite e torna mais lenta a digestão. Em conjunto, isso faz a pessoa ingerir menos comida e calorias.

No novo estudo, pesquisadores analisaram a medicação em pessoas com peso médio de 105 kg e índice de massa corporal (IMC) de 37,8 Kg/m2. E o que aconteceu após um ano e meio de uso? A perda média de peso foi de cerca de 15 Kg (ou cerca de 15% do peso). Isso é o mais perto que um tratamento medicamentoso chegou do resultado das cirurgias bariátricas.

Veja: nem é preciso perder tanto peso para obter benefícios à saúde. Perder 5% do peso corporal já é considerado eficaz para a prevenção de perigos como infarto e derrame, a melhora da glicose e da pressão e o alívio dos joelhos, por exemplo.

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No estudo com as injeções semanais de semaglutida, 86% dos participantes perderam ao menos 5% do peso e 32% se livraram de pelo menos 20%. Sim, é algo em torno de 21 quilos perdidos em um ano e meio.

E os efeitos colaterais? Os mais comuns foram gastrointestinais: 42% dos voluntários tiveram náuseas; 31%, diarreia; e 24%, vômitos. Mas a maioria dessas manifestações foi de intensidade leve… e melhorou ao longo do tratamento.

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Os resultados da investigação internacional nos colocam mais próximos desse medicamento, ainda não disponível para compra mundo afora. Os testes de segurança e eficácia continuam.

Um ponto a esclarecer desde já é que as picadinhas semanais não substituirão uma dieta saudável e exercícios físicos regulares. O estilo de vida segue fundamental para complementar os efeitos do medicamento.

Estamos vislumbrando o fim da cirurgia bariátrica? Claro que não. O importante é termos cada vez mais opções terapêuticas atestadas pela ciência para a obesidade. E é na parceria entre o médico e o paciente que chegamos ao melhor tratamento e ao sucesso da estratégia — quer seja medicamentosa, quer seja cirúrgica.

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