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O Futuro do Diabetes Por Blog Carlos Eduardo Barra Couri é endocrinologista e pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), além de autor do livro O Futuro do Diabete (Ed. Abril). Aqui ele mapeia os cuidados e os avanços para o controle do problema

Novo medicamento para obesidade é aprovado no Brasil

O efeito do remédio, que alia duas substâncias em um comprimido, é de redução do apetite com aumento na sensação de saciedade

Por Carlos Eduardo Barra Couri Atualizado em 21 dez 2021, 17h47 - Publicado em 21 dez 2021, 17h46

Em 20 de dezembro de 2021, véspera das festas de fim de ano, um período em que muitos se queixam da briga com a balança, a Anvisa finalmente aprovou um novo medicamento antiobesidade. Trata-se da combinação de duas substâncias de ação prolongada no mesmo comprimido: a bupropiona e a naltrexona.

Na verdade, essa aprovação no Brasil vem até de certa forma tardiamente, após sete anos da liberação nos mercados americano e europeu. Apesar do atraso, isso nos deixa com um bom grau de segurança, já que a droga foi amplamente utilizada em vários perfis de pacientes mundo afora.

A bupropiona e a naltrexona possuem poucos efeitos no peso corporal se usadas isoladamente, mas, em conjunto, e na dose máxima permitida, conseguiram promover perdas de peso próximas a 7% nos seus diferentes estudos de fase 3.

Tudo isso devido a um mecanismo de ação em nível de neurotransmissores cerebrais, que reduzem o apetite e aumentam a sensação de saciedade.

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No Brasil, a medicação somente poderá ser utilizada mediante prescrição médica. Eu, particularmente, creio que a necessidade de receita médica torna o seu uso mais seguro e evita a ingestão indiscriminada.

Isso é importante porque a medicação possui indicações e contraindicações bem estabelecidas, sendo que os prós e contras devem ser cuidadosamente discutidos com o médico.

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Mas, se não houver contraindicação, qual o perfil do paciente que se beneficiará da novidade? Vamos lá:

• Pessoas com índice de massa corporal maior ou igual a 27 kg/m2, se tiverem doenças associadas, como diabetes, pressão alta ou colesterol e triglicérides alterados.

• Pessoas com índice de massa corporal maior ou igual a 30 kg/m2, mesmo sem comorbidades.

Apesar de já ter sido aprovada pela Anvisa, a combinação de naltrexona com bupropiona estará disponível nas farmácias somente ao longo do primeiro semestre de 2022.

+ Leia também: Pandemia aponta urgência no tratamento da obesidade

E vale destacar que sobrepeso e obesidade são doenças crônicas e, por isso, seu tratamento deve ser por longo prazo. O paciente nunca deve parar de usar uma medicação sem antes conversar com seu médico. E esse é um grande desafio nos dias de hoje, pois a suspensão do medicamento se associa ao reganho do peso perdido.

E, claro, a alimentação saudável e exercícios regulares são – e sempre serão – a base do tratamento antiobesidade. O uso concomitante de medicamentos é uma ferramenta extra que auxilia na maior perda e na manutenção do peso eliminado ao longo prazo.

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