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Empresas contratam pelo QI e demitem pelo QE, o quociente emocional

Uma reflexão sobre a importância de trabalhar a saúde mental dentro das empresas e sensibilizar gestores e funcionários para desafios nesse contexto

Por Erica Siu, CEO da Caliandra* 21 jun 2022, 09h11

Sabemos de longa data que o aspecto intelectual é fundamental no mercado de trabalho. Porém, muitas vezes o quociente emocional, isto é, nossa capacidade de lidar com as nossas emoções e as dos outros, é o que leva a dificuldades nas jornadas profissionais.

Falar sobre saúde mental no ambiente de trabalho é um fenômeno recente e ainda cercado de tabus. Felizmente, as empresas vêm se abrindo, estimulando conversas sobre o assunto e valorizando aquelas habilidades que favorecem rotinas mais saudáveis da perspectiva emocional.

Tudo isso, claro, também repercute positivamente nos indivíduos e em seus relacionamentos fora do emprego.

Quebrar o estigma sobre o tema é essencial para lidar com os números alarmantes de transtornos mentais que afetam a vida e a carreira de tantas pessoas em nosso país. Atualmente, o Brasil é a nação com maior prevalência de ansiedade no mundo. Ela atinge quase 10% da nossa população.

E ainda temos os efeitos da pandemia na saúde mental dos brasileiros. De acordo com estudo encomendado pelo Fórum Econômico Mundial ao Instituto Ipsos em 2021, 53% dos respondentes declararam que seu bem-estar piorou um pouco ou muito no último ano.

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Com dados tão contundentes, é raro que uma empresa não tenha que encarar situações relacionadas à saúde mental dos colaboradores. Entretanto, não é incomum que o sofrimento emocional passe despercebido e um funcionário seja desligado por sintomas que impactaram seu trabalho.

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É o caso de queda na produtividade, dificuldade para tomar decisões, impaciência, irritabilidade, agressividade, atrasos e faltas frequentes, entre outros.

Sendo o trabalho um ambiente em que as pessoas passam a maior parte dos seus dias, torna-se um espaço propício para a identificação e a prevenção de problemas de saúde mental. Ao sensibilizar as pessoas para que consigam reconhecer seu próprio estado emocional e tenham orientação do que fazer quando não se sentem bem, elas ganham consciência da importância do autocuidado e, se necessário, da necessidade de procurar ajuda profissional.

+ LEIA TAMBÉM: Entenda o que é o burnout e como preveni-lo

Hoje, ao oferecer benefícios de saúde a seus funcionários, as empresas não podem ignorar o aspecto mental. As soluções para o desafio atual perpassam ações que devem ser integradas entre diversos atores e departamentos. Desde a capacitação dos líderes para identificar, acolher e orientar um colaborador em sofrimento emocional até a oferta de serviços de qualidade para o tratamento de condições como ansiedade e depressão.

Precisamos refletir sobre como estamos conduzindo a saúde mental e as pessoas que vivenciam problemas nesse sentido dentro das empresas. Esse é um assunto de todos, não apenas da equipe de RH, também composta de pessoas sujeitas a enfrentar esses mesmos desafios. O quociente emocional tem de ser mais valorizado, uma vez que coloca em jogo a saúde dos colaboradores e a da própria empresa.

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* Erica Siu é CEO da Caliandra, consultoria de cuidados com a saúde mental no trabalho

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