saudeLOGO Created with Sketch.

Qual é o melhor remédio para tratar o diabetes tipo 2?

A resposta depende do seu metabolismo e do seu DNA. E a ciência quer descobrir essas pistas para indicar tratamentos mais certeiros e efetivos

Na minha humilde opinião, em pleno 2018 a medicina ainda está longe de ser personalizada e individualizada. Ora, usamos os mesmos medicamentos e doses semelhantes desses remédios para pessoas de sexo, idade e composição corporal diferentes. Calma que já chego no diabetes.

Não sabemos se determinado tipo de exercício físico será tão bom para um indivíduo quanto foi para outro. Tampouco conseguimos dizer se uma orientação alimentar específica trará benefícios duradouros para todos os membros de uma mesma família.

Veja também

Mais recentemente, porém, estamos começando a ver os esboços de uma medicina efetivamente individualizada na seleção de tratamentos para alguns tipos de câncer e até mesmo para alguns transtornos depressivos.

No campo de estudo do diabetes, já podemos vislumbrar os primeiros esforços nesse sentido. Pesquisadores da Eslováquia e da República Tcheca, por exemplo, avaliaram há pouco se a presença de uma determinada mudança no código genético de pessoas com diabetes tipo 2 promoveria respostas diferentes aos remédios usados. Na experiência, foram testados dois dos medicamentos antidiabéticos mais prescritos no mundo: a vildagliptina e a sitagliptina.

A análise acompanhou por seis meses 137 pacientes europeus fazendo uso desses fármacos. Quando se avaliaram as curvas de resposta às medicações, observou-se que a presença de uma discreta mudança genética — tão sutil a ponto de não podermos chamá-la de “mutação” — foi capaz de reduzir o efeito do medicamento em algo próximo a 50%.

Em paralelo a esse estudo, cientistas britânicos investigaram se o grau da resistência à insulina — quando o hormônio não consegue liberar a entrada da glicose para as células — também interferia na resposta a esses mesmos remédios. A conclusão foi parecida: pessoas com maior grau de resistência insulínica apresentam pior resposta a esse tipo de medicação.

Achados como esses indicam que, muito em breve, poderemos escolher o remédio para tratar o diabetes tipo 2 dependendo do perfil metabólico e genético do paciente. Aí, sim, conseguiremos dizer que entramos na era da medicina personalizada e individualizada.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s