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Com a Palavra Por Blog Neste espaço coordenado pelo jornalista Diogo Sponchiato, especialistas, professores e ativistas dão sua visão sobre questões cruciais no universo da saúde

Exercícios on e offline: o futuro da atividade física pode ser híbrido

A reabertura gradual das academias e a ascensão de aplicativos para malhar apontam para uma nova forma de se exercitar no pós-pandemia

Por Priscila Siqueira, CEO do Gympass no Brasil - Atualizado em 26 ago 2020, 18h47 - Publicado em 26 ago 2020, 12h21

Nossa sociedade está vivendo um momento de transição desde o início do ano: a princípio, precisávamos nos adaptar ao novo vírus, mas, agora, precisamos nos acostumar com a ideia de retomar a vida quase como a conhecemos. Ao redor do mundo, escolas já estão reabrindo, grandes e pequenos comércios retomaram o horário de funcionamento normal, academias e estúdios estão de volta à atividade. No Brasil, estamos chegando lá.

Mas, como em todo momento de transição, há muito receio envolvido. É seguro voltarmos a nos exercitar junto de outras pessoas? A utilização de máscara e luvas é o suficiente? Ao mesmo tempo, temos muitas pessoas que se adaptaram com uma rotina de exercícios e cuidados com a saúde dentro de casa, e nós, que trabalhamos diretamente nessa área, precisamos olhar para todas as pontas do ecossistema.

Segundo pesquisa do Gympass feita com 2 540 brasileiros em julho de 2020, cerca de 13% da população pretende manter a rotina de exercícios em casa, mesmo depois que tudo voltar ao que conhecíamos como normal. Outros 28% não têm planos do que fazer após a reabertura das academias e somente 23% pretendem voltar a treinar assim que esses espaços abrirem.

Temos também pouco mais de 20% que deve mesclar o treinamento online e offline e 14% que prefere esperar a vacina para voltar a malhar nas academias. Esses dados comprovam a importância de empresas e serviços criarem soluções que sejam escaláveis do ponto de vista de negócios e, ao mesmo tempo, personalizáveis ao consumidor.

Fazemos parte de uma economia circular, e o benefício mútuo, envolvendo clientes, parceiros ou usuários, precisa ser uma premissa. Em nosso caso, uma iniciativa feita em tempo recorde, criada para conter a crise, acabou tornando-se a maior oferta de benefícios corporativos de bem-estar já vista. Inovamos para ajudar nossos usuários a permanecerem ativos em casa e ficou claro que, nesse momento, as soluções voltadas apenas para a saúde física não seriam suficientes. Tivemos que olhar para o bem-estar com uma abordagem mais ampla e criar uma solução que atendesse a todos.

Foi então que fizemos a transição para o mundo online, fechamos parceria com os melhores aplicativos que oferecem aulas de ioga, meditação, mindfulness, apoio nutricional e até saúde financeira, e trouxemos para dentro do Gympass aulas personalizadas ao vivo com mais de 1 600 personal trainers, que também puderam se adaptar a uma nova forma de dar aulas e manter ou aumentar suas receitas.

Até hoje, de mais de 1 030 profissionais cadastrados no Brasil, 72% já receberam clientes. Além disso, já computamos mais de 40 mil sessões de personal trainers em todo o mundo e 97% delas receberam uma classificação de cinco estrelas dos usuários. Sem dúvida, é uma inovação que veio para ficar.

De fato, temos um compromisso com a indústria fitness e com o futuro da saúde física e mental das pessoas. Desenhamos novos caminhos e traçamos novas estratégias para que pudéssemos seguir com a missão de combater o sedentarismo no mundo. Felizmente, um caminho não exclui o outro, e hoje podemos dizer que criamos um modelo híbrido e abrangente de cuidado com a saúde e o bem-estar que se adapta às necessidades individuais de cada usuário. Essa saída tem tudo para virar uma tendência no pós-pandemia.

* Priscila Siqueira é CEO do Gympass no Brasil

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