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Substância do chá verde pode ajudar pessoas com Síndrome de Down

Composto melhoraria a função cognitiva de indivíduos com a condição

Por Karolina Bergamo - Atualizado em 21 mar 2018, 09h45 - Publicado em 13 jun 2016, 16h11

Experts do Centro de Regulação Genômica (CRG), em Barcelona, na Espanha, revelaram o potencial do galato de epigalocatequina (EGCG — sigla em inglês), uma substância presente no chá verde, no contexto da Síndrome de Down. Em um novo estudo publicado no periódico The Lancet, doses diárias de EGCG aprimoraram a memória e, de maneira geral, a conectividade entre os neurônios desses indivíduos — veja mais abaixo. Agora calma lá: não se trata do chá verde em si, mas de uma substância encontrada nele e que foi administrada isoladamente aos voluntários. Ou seja, a ideia é desenvolver uma espécie de remédio para beneficiar essa turma (e não enchê-los de chá). Segundo a equipe de cientistas, essa é a primeira vez que se identifica um possível tratamento para incrementar as habilidades cognitivas de pessoas com o quadro.

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No Brasil, não existem dados exatos sobre a quantidade de indivíduos com a síndrome. Segundo o Movimento Down, a estimativa é de que cerca de 270 mil brasileiros sejam portadores dessa alteração genética.
Vale ressaltar que as pessoas com a condição podem apresentar um maior risco de certas doenças e de problemas de aprendizagem, concentração e no desenvolvimento da fala.

Uma dose diária de EGCG melhorou:

1.    Memória de reconhecimento visual: a capacidade de distinguir e lembrar-se de objetos.
2.    Controle inibitório: o poder de resistir a distrações e evitar ceder aos impulsos.
3.    Comportamento adaptativo: conseguir usar habilidades conceituais, sociais e práticas no cotidiano.

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