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Novo remédio genérico reforça a luta contra o HIV

Ele deve chegar às farmácias ainda em 2016 e visa principalmente evitar o contágio pelo vírus da aids

O medicamento Truvada é usado desde o início dos anos 2000 para dificultar a proliferação do HIV no organismo de pessoas infectadas, o que impede que a aids se desenvolva e provoque estragos. Mas, em 2010, ele ganhou ainda mais notoriedade por se mostrar eficaz na prevenção do contágio — ou seja, quem o toma diariamente corre um risco muito menor de ser infectado por alguém com o vírus durante uma relação sexual, por exemplo.

Anos depois da descoberta, surge por aqui o primeiro genérico dessa medicação. Produzido pela Blanver, uma empresa nacional, a nova opção já passou por testes que comprovam uma eficácia equivalente ao produto original. Espera-se que até o fim do ano ele já esteja liberado para comercialização. 

A grande vantagem desse genérico é o preço — a expectativa é a de que seja 50% mais barato do que o Truvada. Essa virtude ajuda tanto as pessoas que desejam lançar mão dele gastando do próprio bolso quanto o governo. Aliás, já se discute se a droga será incorporada no sistema público e como isso ocorrerá. 

A princípio, o foco seria justamente atender os grupos de risco como uma forma de profilaxia pré-exposição. Não entendeu? É aquilo que falamos antes: a pessoa toma o comprimido conforme a prescrição de profissionais de saúde para impedir que seja infectada ao entrar em contato direto com o HIV. Atualmente, homens que fazem sexo com outros homens e usuários de drogas estão entre as populações com maior incidência de infecção pelo vírus. Agora, atenção! Nem o genérico da Blanver nem o Truvada dispensam o uso de camisinha. 

Todo ano, o Ministério da Saúde registra 40 mil novos casos de aids por ano. E esse genérico pode auxiliar a baixar essa contagem. 

 

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