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Doenças psiquiátricas causariam problemas cardiovasculares

Além de prejudicarem a saúde mental, disfunções como esquizofrenia e depressão afetam o coração

A comunidade científica já sabe que pessoas com distúrbios mentais severos vivem de dez a 15 anos a menos do que a população em geral. Mas por quê? Um estudo da King’s College London, na Inglaterra, coloca os problemas cardíacos e os derrames como grandes culpados por isso.

Segundo o levantamento, pacientes com depressão, esquizofrenia ou transtorno bipolar têm risco 78% aumentado de desenvolver doenças cardiovasculares em longo prazo. Elas também apresentam uma probabilidade 85% maior de morrer desses problemas do que outros indivíduos de mesma idade.

A pesquisa é a maior já realizada sobre o assunto: foram analisados 92 estudos de quatro continentes, o que somou 16 países diferentes. Essas investigações somam, ao total, mais de 116 milhões de participantes.

O que está por trás desse elo

Os especialistas britânicos argumentam que o uso de antipsicóticos está associado a um maior índice de massa corporal entre os pacientes psiquiátricos, o que ajudaria a justificar suas descobertas. De acordo com médicos da Universidade de Melbourne, na Austrália, esses dois fatores de fato podem estar ligados.

 

 

Em uma avaliação de 2011, eles apontaram que aqueles que usaram determinados medicamentos para perturbações na cabeça tiveram um acréscimo de até 12% no peso em apenas seis meses. Esses achados reforçam a importância de os profissionais ficarem atentos a todos os possíveis efeitos colaterais dos  remédios.

Além disso, especula-se que certos distúrbios podem prejudicar a incorporação de hábitos equilibrados — que envolvem exercício físico, alimentação balanceada, sono adequado e pouco estresse. É plausível ainda que depressão, bipolaridade e afins dificultem a adesão a eventuais tratamentos contra hipertensão, diabete, colesterol alto…

“Pessoas com doenças mentais severas morrem muito mais cedo do que aqueles sem os transtornos.”, disse Brendon Stubbs, que participou da pesquisa da King’s College, em um comunicado. “Mas a maioria desses óbitos prematuros podem ser evitados com cuidados que priorizam mudanças no estilo de vida e a prescrição cautelosa de antipsicóticos”, finaliza.

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