Além de afastar infecções, ele atua no crescimento e na cicatrização. Tem ainda estreita relação com a insulina e com outros hormônios, caso da testosterona
por REGINA CÉLIA PEREIRA | design GIOVANNI TINTI
Esse mineral é importantíssimo para o crescimento e para o desenvolvimento. “Ele participa da formação das células”, explica o cardiologista Ronaldo Leão Abud, da Sociedade Brasileira de Medicina Ortomolecular, de São Paulo. De uma maneira simplista, o zinco é como o cimento entre os tijolos que formam a parede. Por isso a criançada não pode passar sem. Ele também entra na receita do colágeno, uma proteína famosa pela sustentação que dá à pele. Estudos mostram que um bom aporte de zinco é fundamental para a cicatrização. Na verdade é essencial para reparar danos em qualquer tecido do corpo — e não só na pele —, já que o colágeno está presente até nos ossos. As atribuições do mineral não param por aí. Pesquisas recentes apontam certa finidade entre o zinco e a insulina. O hormônio que bota o açúcar para dentro das células, e assim fornece energia para todo o corpo, quem diria, também precisa de um empurrãozinho do nutriente. “O zinco estimula a insulina a se ligar em receptores das membranas celulares, o que promove a entrada da glicose”, descreve a nutricionista Dilina Marreira, da Universidade Federal do Piauí. Assim, quando não falta zinco cai o risco do diabete. Os homens têm mais uma razão para prestar atenção nesse mineral — ele é componente indispensável do hormônio masculino testosterona. Mas, para quem foge da carne vermelha, as chances de deficiência são grandes, já que elas são as fontes mais acessíveis. Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo em conjunto com a Universidade Federal da Bahia mostra que, nos vegetarianos, por exemplo, a cota do mineral nem sempre é atingida. A dica é procurar um especialista para orientar sobre as soluções capazes de suprir essa necessidade.
ONDE ESTÁ O NUTRIENTE?
Suas maiores fontes são de origem animal, mas há bons representantes entre as oleaginosas. Confira.
Ostra 4 unidades = 16 miligramas do mineral
Farelo de trigo 1 xícara = 12 miligramas
Carne bovina 1 bife médio = 5,5 miligramas
Amêndoa 1 xícara = 5 miligramas
Peru 1 coxa grande = 4,5 miligramas
Fígado bovino 1 bife grande = 4,5 miligramas
Castanha-do-pará 1 xícara = 4,5 miligramas
Castanha de caju 1 xícara = 3,1 miligramas
Aveia 1 xícara = 3 miligramas
Mussarela 4 fatias = 1,5 miligrama
Sardinha 2 unidades médias = 1,4 miligrama
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