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especiais VERÃO

Verão sem picadas

Uma substância dos produtos repelentes mantém os insetos bem longe

por Gabriela Cupani

Junto com o calor, chega a indesejável companhia dos mosquitos, pernilongos e afins. O problema é que o risco das picadas vai além de uma irritação e vermelhidão. Elas podem transmitir uma série de doenças graves: a dengue, a malária e a leishmaniose, por exemplo. Por isso é tão importante manter esses insetos longe, evitando seus ataques. Uma das principais estratégias é apelar para os chamados repelentes. A maioria das marcas que estão no mercado leva na fórmula o DEET — dietil-m-toluamida —, uma substância usada desde a década de 1950 para esse fim. “É o ingrediente mais eficaz que existe”, confirma o dermatologista Hélio Miot, da Universidade Estadual Paulista em Botucatu, que pesquisa essa categoria de produto. Vale lembrar que os repelentes não servem para evitar picadas de outros insetos, como pulgas e abelhas.

Pura enganação

O repelente libera vapor capaz de confundir o mosquito

1. Atraído por substâncias exaladas pela pele — o gás carbônico e o lactato —, o inseto chega até o sangue humano. O curioso é que só a fêmea se alimenta dele. Isso por causa da presença de albumina necessária para a produção de ovos.

2. Aplicado sobre o corpo, o repelente produz uma camada de vapor capaz de confundir os mosquitos. São liberadas substâncias que bloqueiam a ação dos receptores de lactato localizados na antena do inseto.

3. Como a capacidade de detectar o lactato é prejudicada, o bicho fica perdidinho e não consegue mais reconhecer onde deveria atacar.

 
 
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