
É um anel flexível, coberto por uma fina membrana de borracha. Introduzido na cavidade vaginal, forma uma espécie de tampa protetora do colo do útero, impedindo a passagem dos espermatozoides. Usado com espermicida, deve ser introduzido entre 15 e 30 minutos antes da relação, e retirado de 6 a 8 horas depois.
Assim como a versão masculina, previne contra doenças sexualmente transmissíveis. Deve ser introduzida de forma semelhante ao diafragma e retirada após a relação.
É o método mais eficiente para se proteger contra as doenças sexualmente transmissíveis. Mas, um aviso: se essa for a única estratégia do casal para evitar uma gravidez, o uso correto é imprescindível - ou seja, colocar antes da relação, e não depois que a penetração já ocorreu. Usada da maneira certa, ela tem índice de falha de duas gestações em 100 mulheres por ano. Na prática, os descuidos fazem esse número pular para 16.
Quando o estrogênio cai na corrente sanguínea, o cérebro entende que deve suspender a produção do hormônio FSH, que estimula a maturação dos folículos - as pequenas bolsas que envolvem os óvulos. O estrogênio é o responsável pela regulação do ciclo menstrual.
É a progesterona sintética quem de fato impede a ovulação, porque breca a secreção do hormônio que rompe o folículo, o LH. Ela também aumenta a quantidade de muco no colo do útero e deixa a parede interna bem fininha, atrapalhando a passagem dos espermatozoides e dificultando a fixação do óvulo se ele for fecundado.
É a tática anti-gravidez mais utilizada em todo o mundo. Combinada ou somente de progestagênio, é a única a passar pelo estômago e pelo fígado antes da cair na corrente sanguínea - os hormônios sempre passam pelo fígado, mas neste caso isso ocorre duas vezes. Esse processo deve ser levado em conta por quem sofre com problemas gastrointestinais ou hepáticos.
Feito de etilenovinilacetato, uma espécie de silicone, o anel combina os dois tipos de hormônio, que vão sendo liberados gradativamente. São 3 semanas de uso e uma de pausa.
Ele deve ser inserido na vagina pela própria mulher, por isso exige autoconhecimento sobre o corpo. Não interfere nas relações sexuais e tem baixa incidência de efeitos colaterais.
O tipo mensal leva estrogênio e progestagênio. Já o trimestral só tem progesterona sintética. Essa última pode causar irregularidade do ciclo e inchaço. Ambas são injeções intramusculares aplicadas no braço ou nas nádegas.
Devem ser colados na pele semanalmente durante 21 dias, perto do abdômen, coxa, nádegas, ou costas. As doses de estrogênio e progestagênio são liberadas aos poucos. Eles são eficazes e fáceis de usar, mas algumas mulheres se incomodam com a possibilidade de se desprender.
O bastonete do tamanho de um fósforo é inserido logo abaixo da pele do braço - no consultório e com anestesia local. Também vai liberando pequenas doses de progestagênio na circulação. Pode interromper a menstruação, mas em 30% dos casos leva a sangramentos irregulares. Sua vida útil é de até três anos.
O dispositivo é colocado no útero por um especialista e dura até cinco anos. Seu trunfo é tornar o útero um ambiente hostil aos espermatozoides, dificultando a movimentação deles em direção ao óvulo.
Além de o cobre ser um espermicida, o contato do dispositivo com o endométrio gera um pequeno processo inflamatório que impede que o óvulo grude ali, caso seja fecundado.
Como a versão de cobre, é uma estrutura inserida no útero pelo médico. Dificulta a movimentação dos espermatozoides e libera hormônio progestagênico, que inibe o crescimento do endométrio. Não tem estrogênio e traz bons resultados em caso de endometriose. Dura em média