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Nutrição

Cozinhar em família faz bem

Crianças que participam do preparo da comida têm hábitos alimentares melhores

Cozinhar em família faz bem


Por Marcia Melsohn


Pais, filhos e até avós juntos na cozinha preparando o almoço de domingo é uma cena cada vez mais rara nas casas das famílias modernas. Pena, porque são inúmeros os benefícios que esse encontro pode proporcionar. O principal deles é que quando participam do preparo dos pratos, as crianças ficam mais dispostas a experimentar comidas saudáveis e, assim, melhoram seus hábitos alimentares.

A afirmação é de Susan Moores, porta-voz da American Dietetic Association, dos Estados Unidos. Para ela, os pequenos podem e vão comer, de vez em quando, algumas guloseimas, simplesmente porque são crianças. O que realmente importa é o que eles ingerem na maior parte do tempo.

“É na infância que são fixados os costumes que serão levados para o resto da vida”, diz a nutricionista Larissa Paiva, da PB Consultoria em Nutrição, da capital paulista. “Os pais têm forte influência sobre o padrão alimentar dos filhos. Além de responsáveis pela oferta de alimentos, eles são um modelo para a criançada”, explica Larissa. Se o menino ou a menina participarem das compras, bem como da escolha das receitas e dos ingredientes, a disposição para descobrir novos sabores fica ainda maior. “As crianças são mais propensas a comer aquilo que ajudaram a preparar. Apenas o discurso de que é saudável não as convence”, diz a nutricionista Catarina Stocco, de Curitiba, no Paraná.

A reunião na cozinha ajuda ainda a promover a refeição em família, importantíssima por aproximar as pessoas e reforçar os vínculos. Infelizmente, esse momento especial tem se tornado raro nos dias de hoje. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, sentar-se à mesa com os pais, irmãos, tios e avós, por exemplo, ajuda a evitar que adolescentes desenvolvam distúrbios alimentares e recorram a medidas extremas para controlar o próprio peso. Segundo o The National Center on Addiction and Substance Abuse na Universidade Colúmbia, também dos Estados Unidos, o banquete entre familiares também diminui o risco do uso de drogas entre os teens.

As vantagens desse encontro em volta do fogão não param por aí. Quando as crianças botam a mão na massa, é como se tivessem conquistado algo muito significativo, o que as deixa mais autoconfiantes. E, de quebra, aprendem matemática. “Elas trabalham com medições e fazem cálculos na hora de quantificar os ingredientes”, diz Catarina Stocco. “Para os menores, os diferentes cheiros, gostos e texturas dessa prática ainda estimulam o olfato, o paladar e o tato”, completa Larissa Paiva.

Como aproximar os pequenos da cozinha?

Há espaço para todo mundo entre panelas, fôrmas e colheres: crianças e até os adolescentes são bem-vindos. É só adaptar as atividades às faixas etárias e ao nível de habilidade de cada um. “Os bem pequenos podem executar tarefas como lavar frutas, rasgar alface para a salada e misturar a massa. Os mais velhos podem bater os ovos, separar ingredientes, amassar um dente de alho, mexer molhos, adicionar ingredientes às receitas, misturar e transferir para outros pratos ou assadeiras”, diz Catarina Stocco.

Não importa a fase, o segredo é ir do mais simples para o mais complicado. “No começo, opte pelos pratos que não precisam ir ao fogo, como um suco ou uma salada de frutas. Depois vá aumentando o número de ingredientes e o nível de dificuldade”, aconselha Larissa Paiva. De acordo com ela, o mais importante é estabelecer uma rotina e transformar esses momentos em uma brincadeira diferente, nunca em uma obrigação.

Nada de estragar a diversão resmungando com a meninada por causa da bagunça. “Isso só vai afastá-los da culinária. Esqueça a cara feia e ensine-os a limpar”, sugere Catarina Stocco. É mais fácil reunir todos aos sábados e domingos, mas dá para inserir a criança na cozinha também nos lanches durante a semana. “Se possível, elas devem participar de todo ritual, da preparação até a limpeza da louça”, recomenda a nutricionista.

Receitas para fazer com a criançada

Salada divertida
Rendimento: 4 pessoas

Ingredientes:
4 xícaras (chá) de alface americana picada
4 fatias de manga cortada no formato de uma boca
4 tomates cereja
4 ovos de codorna cortado ao meio

Para o molho:
2 colheres (sobremesa) de azeite
2 colheres (sopa) de suco de limão
2 colheres (sobremesa) de mostarda
2 colheres (sopa) de água
2 colheres (chá) de salsinha picada

Modo de fazer:
Monte um rosto com os ingredientes acima. A alface é o cabelo, a manga é a boca, o tomate cereja é o nariz e cada metade do ovo um olho. Molho: Misture todos os ingredientes até adquirirem consistência. Cubra a salada e sirva.

Vitamina de banana
Ingredientes:
2 bananas prata
2 copos de leite ou leite de soja
2 colheres (sopa) de aveia em flocos
2 colheres (sopa) de mel
3 pedrinhas de gelo
Calda para sorvete de caramelo

Modo de fazer:
O adulto vai precisar ajudar com o liquidificador. Coloque todos os ingredientes, menos a calda de caramelo, no aparelho e bata até dissolver tudo. Faça desenhos em copos transparentes com a calda de caramelo. Coloque a vitamina e sirva.


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