Jogadores patológicos foram o foco de uma pesquisa da educadora física Daniela Lopes Ângelo, da Universidade de São Paulo. Com o objetivo de averiguar se a prática esportiva auxiliaria no tratamento, ela submeteu, por dois meses, 33 voluntários com o transtorno a um programa de corridas leves e caminhadas. "Os resultados foram tão positivos que, no final do estudo, alguns participantes até se livraram do quadro inicial", destaca Daniela. Porém, suspensa a malhação, a vontade de passar o dia jogando com a sorte pode reaparecer com força total.
Outras fissuras Ao que tudo indica, suar na esteira com regularidade controla uma série de compulsões, do desejo intenso por fazer apostas ou compras até a dependência química. "Todos esses problemas desequilibram o sistema de recompensa do cérebro. A atividade física, por outro lado, regula a situação", afirma Daniela.
Quando o remédio vira veneno Há pessoas que gostam tanto de um esporte que chegam a abusar. Isso, fora aumentar o risco de contusões, culmina em desinteresse por qualquer outra tarefa importante do dia a dia.
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