O índice considera fatores como sexo, idade, colesterol total, HDL (a versão boa da gordura de que já falamos) e tabagismo. No chamado grupo de risco mediano, estão aqueles com vários quilos a mais, fumantes e hipertensos. A probabilidade de se essa turma vir a se tornar refém de males cardiovasculares em uma década é de 10% a 20%.
Além dos fatores listados acima, algo camuflado ou que passa despercebido pelo especialista pode deflagrar uma baita crise. "O paciente considerado de risco intermediário muitas vezes é negligenciado e... infarta", alertou em entrevista à SAÚDE a cardiologista Ana Paula Marte, do Instituto do Coração de São Paulo, o InCor.
Para afastar essa surpresa nada agradável, os médicos valorizam cada vez mais o histórico familiar de cada um. O sinal fica amarelo quando há casos de pai ou mãe vítimas de um ataque cardíaco. A presença de síndrome metabólica uma conjunção infernal de obesidade abdominal, LDL alto, pressão alta e resistência à insulina --, é outro fator que merece atenção máxima. Aí, não há escapatória: a pessoa sobe uma posição no ranking do risco e terá mesmo de derrubar as taxas do colesterol ruim. "O LDL, então, deve ser menor do que 100", afirmou Ana Paula.
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