medicina

C-reativa: guarde esse nome

Essa proteína está quase sempre metida nos processos inflamatórios do organismo – e há autoridades médicas proclamando que, na prevenção de males cardiovasculares, a dosagem de seus níveis é ainda mais crucial que a taxa de colesterol Débora Mamber

"Existem mais de 20 estudos demonstrando que os níveis de c-reativa são um fator independente e importante para prever riscos de ataque cardíaco e de derrame", revelou à SAÚDE! o pesquisador Paul Ridker, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

Ora, e qual é a relação entre inflamação e aterosclerose? 
Quando um vaso sanguíneo entra num processo inflamatório, as defesas do corpo enviam uma série de substâncias para debelá-lo, deixando o trânsito naquele local mais engarrafado. A situação fica ainda mais feia quando surge o colesterol, que não consegue se livrar da confusão e acaba grudado nas paredes do vaso. Esse pequeno canal é um belo candidato a entupir, levando a um infarto ou até a um derrame.

Em excesso, a c-reativa permitiria a proliferação de bactérias acusadas de inflamar os vasos. Mas não se sabe ao certo se a proteína tem mesmo responsabilidade na doença ou se, pelo contrário, é uma aliada do batalhão de células encarregadas das nossas defesas. Ninguém duvida, no entanto, de que ela pode fazer diferença quando as taxas de colesterol estão no limite - nesse caso, os médicos podem adotar um tratamento mais agressivo.



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