medicina

Microchip terapêutico substitui injeções

Saem as primeiras provas de que um dispositivo do gênero pode substituir injeções no controle de uma doença por Diogo Sponchiato | infográfico Pilker e Erika Onodera

Um pequeno chip instalado dentro do corpo e que libera, de forma programada via wireless (sistema sem fios), doses diárias de um medicamento contra a osteoporose demonstra, pela primeira vez em seres humanos, que essa tecnologia funciona e é passível de uso dentro de pouco tempo. O dispositivo, fabricado pela americana Microchips, é fruto de uma aliança entre universidades renomadas, como Harvard, e o Massachusetts Institute of Technology. Testado com sucesso em oito mulheres com osteoporose, ele descarrega no organismo uma droga chamada teriparatida, que normalmente é injetável e indicada a casos mais avançados da doença. "Esse novo sistema contornaria a resistência à agulha e esquecimentos da parte da paciente, mas deve passar por testes aprofundados para mostrar que é tão eficaz quanto as injeções", avalia o reumatologista Sebastião Radominski, da Universidade Federal do Paraná. Espera-se que a mesma tecnologia possa ser utilizada no tratamento de outros distúrbios, como a esclerose múltipla.

 

Do futuro para o presente

Como o microchip funciona e ajuda a domar a osteoporose

 

1. Programado para tratar

O microchip, que tem mais ou menos o tamanho de um pen drive, é implantado sob a pele na região da cintura. Via wireless, aquele sistema de envio de dados sem fios, ele é programado para liberar uma dose diária de um remédio chamado teriparatida.

 

2. Descarga medicamentosa

O dispositivo guarda 20 pacotes da droga e uma unidade é liberada por dia. Na circulação, esse remédio estimula a formação de osso, controlando a osteoporose. Agora os cientistas trabalham para que o chip carregue uma quantidade maior de doses, o suficiente para manter o tratamento por pelo menos um ano.



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