medicina

Infarto - O que se aprende com ele

Ele é um divisor de águas no dia a dia de milhares de brasileiros. Apuramos o que dá para tirar de lição de um ataque cardíaco e montamos um guia com o que é preciso fazer para evitar um novo susto por Diogo Sponchiato | com reportagem de Chloé Pinheiro | Design Pilker

Não é nenhum exagero afirmar que a biografia de quem já sofreu um atentado dentro do peito será narrada para todo o sempre com um "antes" e um "depois" do infarto. "O indivíduo sente que nasceu de novo e, ao perceber que a vida não é eterna, passa a enxergá-la de um jeito diferente", analisa o cardiologista Sérgio Timerman, do Instituto do Coração de São Paulo, o Incor, e diretor da Escola de Ciências da Saúde da Universidade Anhembi Morumbi, também na capital paulista.

O infarto é uma condição que cobra um atendimento rápido no hospital para afastar não apenas a morte mas também danos em excesso ao órgão. Para avaliar o impacto sobre a rotina das pessoas que sobreviveram a ele, o laboratório AstraZeneca encomendou uma pesquisa ao Instituto Datafolha, que entrevistou, no ano passado, 610 infartados em seis capitais brasileiras. A maioria deles relatou que o episódio teve uma repercussão negativa em sua vida, especialmente no aspecto familiar. Embora mais de 90% dos participantes tenham noção de que correm maior risco de enfrentar um novo ataque, 20% assumiram que não mudaram todos os hábitos para prevenir o problema - parar de fumar, por exemplo - e 15% ignoram inclusive o uso de remédios. "Quem já teve um infarto e deixa de se cuidar tem um comportamento suicida", sentencia Timerman.

Isso porque o golpe no músculo cardíaco é a manifestação mais trágica de um fenômeno que subsiste silenciosamente por anos na circulação, consequência de males como hipertensão, colesterol alto, obesidade e diabete. "Lidar com o infarto é totalmente diverso de tratar uma apendicite, em que se faz a cirurgia e está tudo resolvido. Depois de apagar o incêndio, precisamos controlar a doença cardiovascular que está por trás dele para impedir um novo desastre", compara o cardiologista Denilson Albuquerque, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.



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