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Meditar não é esvaziar a mente. Até porque fisiologicamente isso é impossível. O cérebro não para de funcionar. O que acontece é o melhor direcionamento dos pensamentos. “Eles vêm e o praticante busca outro foco ou âncora. Pode ser a respiração, o movimento, um som, uma oração”, explica a professora Edna Bertini, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Veja alguns exemplos.
FOCO NA RESPIRAÇÃO: uma referência é a meditação do tipo zen, ou zazen, como os zen-budistas denominam a prática. Consiste em simplesmente sentar, inspirar e expirar. Embora os pensamentos fiquem pipocando, o praticante não os julga. Deixa-os ir embora.
FOCO NO MOVIMENTO: é possível conseguir o equilíbrio mental com exercícios físicos, danças ou simplesmente andando. Preste atenção na pisada, do calcanhar para a planta do pé. Conte os passos até quatro. Comece de novo.
FOCO EM UM SOM: algumas práticas hinduístas e budistas usam como ponto de referência os mantras, espécies de frases em sânscrito. Pode-se repetir, por exemplo, OMMMMM. Também é possível fazer uma oração várias vezes seguidas.
FOCO NA REFLEXÃO: nesse caso, as pessoas usam palavras como perdão, compaixão e paz e tentam não perder o foco.

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