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Uma tosse do cão

Nesta época do ano, leve seu pet para passear longe de outros cães. Do contrário, certa desordem respiratória pode contagiá-lo por Elaine Moraes
foto Gustavo Arrais

Que cachorro não gosta de dar aquela alongada nas patas em parques e praças? Até mesmo no inverno, essa rotina deve prevalecer, já que os passeios são essenciais para manter o bem-estar do bicho. A única diferença é que, nesta época do ano, o clima frio e seco de muitas regiões do país são bons companheiros dos vírus e das bactérias, aumentando o risco de proliferação da traqueobronquite infecciosa, nome complexo da popular tosse dos canis.

A doença é transmitida quando há aglomerações de cães. Basta um espirro de um animal contaminado para que os outros sejam pegos desprevenidos. E os responsáveis por isso são os vírus parainfluenza e adenovirus em associação (ou não) com a bactéria Bordetella bronchiseptica.

Caracterizado por uma inflamação, que acomete a traqueia e os brônquios do cachorro, o problema pode atingir qualquer raça. Filhotes e bichos mais velhos são os mais suscetíveis, já que seu sistema de defesa é por natureza menos ágil.

A tosse seca é o sintoma mais evidente. Pode ser confundida, no entanto, com a tosse cardíaca, que ocorre em casos de hipertensão, por exemplo. "Para o dono fica difícil reconhecer qual tosse é qual", diz o veterinário Fabrício Lorenzini, da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. Elas, de fato, soam iguais, principalmente para ouvidos leigos. "O que difere ambas é que a tosse seca aparece em qualquer hora do dia, e não apenas quando há agitação ou depois de o animal se exercitar", complementa o veterinário. "A tosse do cão cardiopata também ocorre mais à noite."

José Pedreira Mourino, veterinário da Clínica Pet Place, em São Paulo, ressalta ainda: "A tosse motivada apenas pelos vírus costuma desaparecer sem ajuda de medicação depois de 15 ou 20 dias. Só quando a bactéria está por trás do sintoma é que indicamos antibióticos".

O veterinário Eduardo Fava Schmidt, do Hospital Veterinário Rebouças, também em São Paulo, orienta: "Se o animal começar a tossir, encaminhe- o depressa para o especialista. É a melhor solução para proteger o seu pet". Trata-se, acima de tudo, de uma decisão que ajuda a evitar que um simples "cof, cof" vire uma pneumonia.



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